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Extinção de um comportamento o que é?

Muitas pessoas me perguntam,” se usa métodos positivos e não castiga o seu cão como faz para parar um comportamento que não quer?”
A resposta é quase sempre a mesma. Ignorar o comportamento indesejado. A falta de reforço de um comportamento leva invariavelmente à extinção do mesmo.
Vamos dar um exemplo clássico do cachorrinho que chora quando fica sózinho. As consequências desse comportamento (chorar) é que vão ditar o que o cachorro vai fazer no futuro (repetir o comportamento ou não). Se os donos acorrerem ao choro do cachorro este aprende que quando chora os donos vêm. O choro do cachorro é reforçado positivamente, pela presença ou aparecimento dos donos, mesmo que momentâneamente. Se o cachorro chora porque não quer estar só, mesmo aquele dono que aparece para resmungar com o cachorro estará a reforçar esse comportamento, porque para o cachorro a única coisa que interessa é que ao chorar o isolamento termina, mesmo que seja para ver o dono zangado.
Isto repete-se durante umas semana…

Ian Dunbar, 15 mnts acerca de treino positivo

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Ian Dunbar é veterinários, comportamentalista animal e escritor. O Dr. Dunbar recebeu um diploma com honras especiais em Fisiologia e Bioquímica do Colégio Real Veterinário da Universidade de Londres e um doutoramento em comportamento animal do Departamento de Psicologia da Universidade de Califórnia em Berkeley, onde passou 10 anos a fazer pesquisa acerca da comunicação olfactória, do desenvolvimento social hierárquico e da agressão em cães domésticos.

O Dr. Dunbar é um membro da Sociedade Internacional de Etologia Aplicada há mais de 35 anos. Ele esteve na fundação da Sociedade Americana de Veterinária de Comportamental Animal.


Tempos de mudança no treino de cães de assistência por Debi Davis

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A internet abre o caminho Como treinadora de cães de assistência, eu observei que a maioria das listas de discussão de treino de cães de assistência têm uma grande difusão e que mera menção de treino com condicionamento na vez de castigo põe a “casa em chamas”.
Foi apenas á uns anos atrás que apenas alguns de nós conheciam formas eficazes de treinar sem castigo. Quando eu primeiro comecei a discutir o treino de cães de assistência com outros pela Internet, o maior contributo vinha directamente de treinadores tradicionais e de programas de treino aversivos. Existiam discussões intensas e muito detalhadas de como melhor aplicar um beliscão na orelha ou nas patas e a suspeita da eficácia do treino operante era grande. O argumento mais usado e mais ouvido era “os métodos de treino positivos/humanos, podem resultar para cães de estimação mas para aqueles em competição ou em trabalho, não resulta”.
Demonstrações convincentes reduzem a oposição Agora já passaram uns anos desde essa época e é im…

40% treino, 40% respeito e 20% carinho – Passado versus Futuro

Recentemente fui a um seminário em Espanha de Busca e Salvamento e ouvi um treinador a dar o seguinte conselho a um iniciante na actividade, cuja performance do cão tinha sido abaixo do esperado, uma vez que o cão não estava totalmente focado no dono nem no que estava a fazer:

“ O problema do teu cão é que tu dás muito mimo. O cão para se focar em ti tens que ser rigoroso, não podes ceder e tens que ser tu a mandar. Por isso tudo se resume a 40% de treino, 40% de respeito e 20% de carinho, é isto que tens que fazer, mais nada.”

E o “iniciante” saiu dali com o ar mais confuso do mundo. Não admira!

Como é possível alguém medir percentagens de treino, respeito e carinho atribuido a um cão? Como é possível medir e depois dividir quantitativamente?

Se o mero conceito de respeito difere conforme a pessoa, a cultura a educação, o país, o relacionamento, etc.. como podemos pedir a um cão que nos respeite se nem nós sabemos o que é isso? Pior, como podemos pedir a um cão que nos respeite nada mais…