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Fight ou Flight

Flight ou Fight – é a resposta ou reacção de um animal a uma situação percebida pelo mesmo como uma ameaça à sua sobrevivência, que envolve mudanças fisiológicas no corpo do animal através da activação do sistema nervoso simpático, impulsionando o animal a lidar com o perigo fugindo ou lutando.

Este conceito foi primeiramente descrito por Walter Cannon na sua teoria chamada de Teoria de Cannon em 1929. Baseado na sua teoria, na presença de um estímulo ameaçador, uma parte do cérebro regula as funções metabólicas e autonómicas de forma a preparar os musculos para qualquer acção violente subsequente, isto é, para ou fugir ou lutar. Um exemplo de uma reacçao autonómica é a libertação de adrenalina no corpo e algumas das manifestações fisiológicas incluem aumento da pressão sanguínea e do ritmo cardíaco (em resultado da concentração de adrenalina no corpo).

Se por algum motivo, fugir se revelar ineficaz ou impossível o animal muito provavelmente irá lutar para se defender. No entanto lutar,…

Marcas de Não Recompensa

Marcas de Não Recompensa – escrito por Susan Garrett e traduzido retirado do seu blog

Acho que já era tempo de falar acerca do uso, abuso, mau uso e incompreensão do que são as MNR (Marcas de Não Recompensa) no treino de cães.

Uma MNR é usualmente uma palavra ou frase que quando dita ao seu cão, indica-lhe que ele não vai obter nenhuma recompensa para aquela resposta em particular. O sinal MNR deve ser dado sem emoção ou culpa. O cão não é “mau” ele apenas ainda não aprendeu e precisa de voltar a tentar.

A primeira vez que ouvi falar de MNR foi pela boca de Gary Wilkes e da Karen Pryor em 1990. Frases tais como “errado!”, “oops”. “oh não!” são as mais populares hoje em dia. O mais engraçado é que acabamos por usar muitas MNR no dia-a-dia com os nossos cães e são os próprios cães que no-las ensinam.

Isso funciona porque somos criaturas de hábito. Quando começamos a ficar frustrados,
preocupados ou mesmo zangados o mais provável é recairmos na nosa costumeira postura corporal e “fraseologia”…
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Existem muitos riscos e perigos que incorrem quando ponderamos o uso de aversivos (dor, medo, intimidação, punições físicas ou outras) para treinar e/ou educar cães. Talvez o perigo maior resida na falta de conhecimento ou negação dessa falha por parte das pessoas. Eu sou muito mais tolerante com a falta de conhecimento do que com a negação desse conhecimento. Sei tudo! Uma pessoa ao ouvir que eu treinava cães, começou imediatamente a contar-me uma história acerca do seu Beagle.
Começou por explicar-me que “durante a sua vida toda teve cães, reeiterando que tinha tido rottweilers, dobermanns que caminhavam na rua sem trela e não saiam do seu lado”. Usualmente as pessoas parecem pensar que se tiveram determinadas raças estão automaticamente habilitadas a ter qualquer outra e que o facto de sempre ter tido cães lhes confere uma autoridade ou conhecimento automático acerca de tudo relacionado com cães.
Ela continuou o relato dizendo que agora tinha um Beagle que “era o cão mais
desobediente q…

Interacções entre cães, devo intervir ou não? - Parte II

Porquê intervir?

Quando um cachorro não consegue ver-se livre do outro – Se você vê que o seu cachorro está com dificuldade em afastar-se daquele cachorro persistente e alegre que o persegue para brincar está na hora de intervir. Se o seu cachorro foge para baixo da mesa, se refugia por trás das suas pernas, foge para baixo das cadeiras e não consegue ver-se livre do alegre pateta que o persegue, está na hora de intervir. A importância de intervir nesse momento vai reflectir grandemente no comportamento futuro de ambos os cachorros. Ao impedir que o seu cachorro seja perseguido evita que ele tenha que escalar o comportamento de forma a alcançar o seu objectivo. Vamos ver isto como uma sequência de comportamentos:

Comportamento Cachorro 1 Comportamento Cachorro 2
Cachorro
foge para baixo da mesa …

Interacções entre cães, devo intervir ou não? - Parte I

Este é o 1º de dois artigos que se debruçam sobre se devemos intervir, como e quando nas interacções entre os cães.

ESTÃO SÓ A BRINCAR…

Uma das minhas actividades favoritas inclui observar cães. Se estiver na presença de cães, posso passar muito tempo simplesmente a observa-los, ver a sua linguagem, a forma como interagem, a dinâmica e fluência dos seus relacionamentos, como a personalidade de cada um se demonstra nas variadas interacções. Nunca é demais observar os cães e a forma como interagem, aprende-se sempre muito através dessa observação passiva, mas a questão surge, deveremos intervir quando dois cães interagem um com o outro? E se sim quando? E porquê?

A resposta é sim.

Existe lugar para uma intervenção activa e essas intervenções podem ser cruciais a muitos níveis, ao intervirmos na altura correcta e da forma adequada, podemos evitar problemas imediatos, o desenvolvimento de problemas futuros e ao mesmo tempo promover e ensinar interacções saudáveis.

Interacções Inadequadas

Exist…

Maus-tratos debaixo do seu nariz! da Emmanuelle Morais

Maus-tratos debaixo do seu nariz! um artigo escrito pela Emanuelle Morais que transcrevo aqui por ser tão importante. Leiam e não se esqueçam de visitar o blog e site dela onde podem ler outros artigos igualmente interessantes e únicos.

Alertas que os cães nos dão sobre as pessoas envolvidas no seu manejo

Atualmente, os animais de estimação são um mercado promissor que não para de crescer. Uma gama de serviços especializados em atendimentos de toda espécie são cada vez mais comuns no mercado pet, e por isto são alvo de pessoas que só pensam no lucro e que não possuem nenhum envolvimento emocional e verdadeiro com bichos.
Quem tem um cão acaba delegando alguns de seus cuidados a terceiros, e é ai que devemos canalizar boa parte da nossa atenção.
Como passo a maior parte do meu dia em meio aos cães, pessoas que trabalham no ramo, ou que convivem com os meus alunos, e como nem sempre vejo comprometimento por parte das pessoas envolvidas resolvi escrever este post para alertar os tutores de…

Treinadores positivo ou não?

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