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Levante a voz para parar o abuso de animais em nome do treino dos cães!

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Generalizar a quanto obrigas

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Os seres humanos têm uma capacidade de generalização que lhes é muito única. Por exemplo, eu aprendi a conduzir em Portugal, num carro a gasóleo, com mudanças. A partir daí já conduzi em Espanha, Canadá, Inglaterra, EUA, México e Angola, já conduzi carros automáticos e de mudanças, de gasóleo e a gasolina e como já devem ter deduzido já conduzi “do lado errado” da estrada e até já conduzi um carro eléctrico. A capacidade que me permite a mim aprender a conduzir de determinada forma e adaptar o que aprendi a diferentes contextos sem implicar aprender tudo de novo, chama-se generalização. Precisamente porque todos os seres humanos têm a capacidade de generalizar aquilo que aprendem, é que leva a que tantos mal entendidos se gerem quando tentamos educar ou treinar um animal que não aprende da mesma forma. Os cães não generalizam da mesma forma que nós. Os comportamentos que os cães aprendem, têm que sofrer um ensino novo e muitas repetições em diferentes contextos situa…

Tug of war incentiva a agressão nos cães?

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Ainda hoje ouço pessoas fazerem alguns comentários acerca do jogo tug-of-war:

 “Jogar tug-of-war incentiva a agressividade nos cães.”
 “Jogar tug of war faz os cães dominantes. “
 “Jogar tug of war faz os cães bons cães de guarda.”
 “Quando jogamos ao tug of war, temos que ganhar senão descemos na hierarquia e o cão fica a pensar que manda em nós”
 “Tug of war é um jogo para ser feito apenas por alguns profissionais muito experientes em treino de protecção”

Se perguntarem às pessoas que dizem esta frase, o porquê de ser assim? Ou de onde tiraram esta informação, a maioria não sabe explicar. Como a grande maioria das coisas no mundo dos cães, esta é mais uma daquelas que “sempre se ouviu dizer” e por isso deve ser verdade.

Muitas pessoas começam a descrever experiências pessoais de como o seu cão quis comer a vizinha do lado depois de ter puxado numa corda durante 5 mnts. Cómico? Nem tanto, muitas pessoas vão jurar de pés juntos que é assim mesmo. Mas é, ou não é?
Tug of war o que é?

Ao…

Fight ou Flight

Flight ou Fight – é a resposta ou reacção de um animal a uma situação percebida pelo mesmo como uma ameaça à sua sobrevivência, que envolve mudanças fisiológicas no corpo do animal através da activação do sistema nervoso simpático, impulsionando o animal a lidar com o perigo fugindo ou lutando.

Este conceito foi primeiramente descrito por Walter Cannon na sua teoria chamada de Teoria de Cannon em 1929. Baseado na sua teoria, na presença de um estímulo ameaçador, uma parte do cérebro regula as funções metabólicas e autonómicas de forma a preparar os musculos para qualquer acção violente subsequente, isto é, para ou fugir ou lutar. Um exemplo de uma reacçao autonómica é a libertação de adrenalina no corpo e algumas das manifestações fisiológicas incluem aumento da pressão sanguínea e do ritmo cardíaco (em resultado da concentração de adrenalina no corpo).

Se por algum motivo, fugir se revelar ineficaz ou impossível o animal muito provavelmente irá lutar para se defender. No entanto lutar,…

Marcas de Não Recompensa

Marcas de Não Recompensa – escrito por Susan Garrett e traduzido retirado do seu blog

Acho que já era tempo de falar acerca do uso, abuso, mau uso e incompreensão do que são as MNR (Marcas de Não Recompensa) no treino de cães.

Uma MNR é usualmente uma palavra ou frase que quando dita ao seu cão, indica-lhe que ele não vai obter nenhuma recompensa para aquela resposta em particular. O sinal MNR deve ser dado sem emoção ou culpa. O cão não é “mau” ele apenas ainda não aprendeu e precisa de voltar a tentar.

A primeira vez que ouvi falar de MNR foi pela boca de Gary Wilkes e da Karen Pryor em 1990. Frases tais como “errado!”, “oops”. “oh não!” são as mais populares hoje em dia. O mais engraçado é que acabamos por usar muitas MNR no dia-a-dia com os nossos cães e são os próprios cães que no-las ensinam.

Isso funciona porque somos criaturas de hábito. Quando começamos a ficar frustrados,
preocupados ou mesmo zangados o mais provável é recairmos na nosa costumeira postura corporal e “fraseologia”…
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Existem muitos riscos e perigos que incorrem quando ponderamos o uso de aversivos (dor, medo, intimidação, punições físicas ou outras) para treinar e/ou educar cães. Talvez o perigo maior resida na falta de conhecimento ou negação dessa falha por parte das pessoas. Eu sou muito mais tolerante com a falta de conhecimento do que com a negação desse conhecimento. Sei tudo! Uma pessoa ao ouvir que eu treinava cães, começou imediatamente a contar-me uma história acerca do seu Beagle.
Começou por explicar-me que “durante a sua vida toda teve cães, reeiterando que tinha tido rottweilers, dobermanns que caminhavam na rua sem trela e não saiam do seu lado”. Usualmente as pessoas parecem pensar que se tiveram determinadas raças estão automaticamente habilitadas a ter qualquer outra e que o facto de sempre ter tido cães lhes confere uma autoridade ou conhecimento automático acerca de tudo relacionado com cães.
Ela continuou o relato dizendo que agora tinha um Beagle que “era o cão mais
desobediente q…

Interacções entre cães, devo intervir ou não? - Parte II

Porquê intervir?

Quando um cachorro não consegue ver-se livre do outro – Se você vê que o seu cachorro está com dificuldade em afastar-se daquele cachorro persistente e alegre que o persegue para brincar está na hora de intervir. Se o seu cachorro foge para baixo da mesa, se refugia por trás das suas pernas, foge para baixo das cadeiras e não consegue ver-se livre do alegre pateta que o persegue, está na hora de intervir. A importância de intervir nesse momento vai reflectir grandemente no comportamento futuro de ambos os cachorros. Ao impedir que o seu cachorro seja perseguido evita que ele tenha que escalar o comportamento de forma a alcançar o seu objectivo. Vamos ver isto como uma sequência de comportamentos:

Comportamento Cachorro 1 Comportamento Cachorro 2
Cachorro
foge para baixo da mesa …