quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sábado, 8 de agosto de 2009
Chega de Segredos - No more Whispering
Lista de algumas das associações mundiais e treinadores, veterinários e/ou etólogos que falam contra o uso de técnicas punitivas nomeadamente coleiras estranguladoras, de bicos, coleiras de choque, métodos de whispering (alpha roll, intimidação e medo como visto no programa The Dog Whisperer), teoria da dominância, uso de reforço negativo e castigos positivos.
1. Associação de Comportamentalistas e Treinadores de Animais - Inglesa - http://dacvb.org
10. Dr Rachel Casey,Senior Lecturer in Companion Animal Behaviour and Welfare at Bristol University - http://www.physorg.com/news162132911.html
14. American College of Veterinary Behaviorists - http://dacvb.org/
15. James O'Heare, CABC, CDBC, PABC Certified Animal Behavior Consultant / Professional Animal Behavior Consultant - http://www.jamesoheare.com/
16. Society of Veterinary Behaviour Technicians - http://www.svbt.org/index.php
17. AABP - Association of Animal Behavior Professionals -
19. Jean Donaldson - http://www.urbandawgs.com/divided_profession.html
20. Dr. Nicholas Dodman - Professor and Head, Section of Animal BehaviorDirector of Behavior Clinic,
21. Instructor at The San Franciso SPCA Academy for Dog TrainersAuthor of the book, "Dogs Bite" -
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
AGRESSÃO EM CÃES
A agressão é o mais comum e mais sério problema comportamental nos cães. É também a razão nº1 pelo qual os donos procuram ajuda profissional de treinadores, comportamentalistas e veterinários.
O QUE É AGRESSÃO?
O termo agressão refere-se a uma grande variedade de comportamentos que ocorrem por diversos motivos e em circunstâncias variadas. Virtualmente todos os animais selvagens são agressivos quando defendem os seus territórios, as suas crias e a eles próprios. Espécies que vivem em grupos, incluindo pessoas e cães, também usam agressão e a ameaça de agressão para manter a paz e negociar interacções sociais.
Dizer que um cão é agressivo pode dizer muitas coisas. Agressão engloba uma grande variedade de comportamentos, que começa usualmente com avisos e podem culminar num ataque. Os cães podem desistir dos seus intentos a qualquer ponto durante um encontro “agressivo”. Um cão que mostra agressão a pessoas, usualmente exibe alguma parte da seguinte sequência de comportamentos intensos:
• Ficar muito quieto e rígido (tenso)
• Ladrar gutural que soa ameaçador
• Atirar-se para a frente em direcção à pessoa mas tocar nela
• Mordiscar, com intenção de mover a pessoa, sem no entanto aplicar pressão extrema
• Bater com o focinho na pessoa
• Rosnar
• Mostrar os dentes
• Arreganhar os dentes, mistura de mostrar os dentes e rosnar ao mesmo tempo
• Morder o ar
• Mordida rápida que não deixa marca
• Mordida rápida que rasga a pele
• Morder com pressão suficiente para causar dano
• Mordida que deixa marcas dos dentes
• Mordidas repetidas em sucessão rápida
• Morder e abanar
Os cães nem sempre seguem esta sequência, e muitas vezes fazem muitos dos comportamentos acima citados ao mesmo tempo.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Treinos, treinadores e técnicas

Treinos, treinadores e técnicas é um texto escrito por Sara Favinha no seu blog Tudo de Cão e que eu "roubei" e postei aqui por ser um texto que considero importante que se leia. Espero que gostem tanto de o ler como eu. Em cima uma foto do Leo da Sara e do sua cadela linda a Meg.
Não encontrei um título melhor para esse post. Parar e lembrar da época em que comecei a treinar animais se tornou algo motivador. Muitas pessoas nos procuram para iniciar nessa área. Algumas delas já possuem algum conhecimento, outras não. Algumas já treinaram diversos cães, com outros métodos, e nos olham surpresas treinando os nossos.
Eu e Leo somos muito parecidos em alguns aspectos, mas dois chamam a atenção. Nossa necessidade de aprender e nosso aperfeiçoamento constante. Parecemos dois malucos, daqueles bem esquisitos e cheios de manias, testando e experimentando constantemente. Qualquer comportamento diferente é motivo para uma conversa de pelo menos meia hora. E isso minha gente, enriquece demais uma pessoa.
Quando comecei, eu não sabia ler os cães e achava que treinar era só aprender a ensinar os comandos. Não imaginava que treinar estava intimamente ligado à compreensão do comportamento animal, da aprendizagem, da linguagem, das técnicas e suas nuances. Hoje enxergo um mundo tão complexo com um simples "Senta". Nos primeiros 5 min de um primeiro encontro com um novo aluninho, já se torna óbvia a relaçao que o cão tem com o dono e qual seu grau de socialização, o quão confiante ele é, e enquanto o dono vai falando, pergunto sobre alguns sintomas e comportamentos, o que faz parecer que sou vidente. Quando percebi isso compreendi: o primeiro degrau já foi alcançado.
Se compararmos a mudança do nível técnico do treinamento de animais no Brasil há 10 anos e hoje, ficamos assustados. Logicamente existem pessoas que treinam da mesma forma, mas há outras, principalmente as mais novas, que estão realmente interessadas em algo diferente.
Meu próprio treino mudou muito, nas técnicas, na abordagem, na dinâmica, na sequência, nas coisas novas que fui aprendendo e incorporando, na habilidade de conversar com os donos, etc. E espero que daqui a 10 anos, eu olhe prá trás e veja novamente outra Sara, muito diferente.
Um exemplo prático é quando uma pessoa me procura e conta todo o histórico de punições que aplicou no cãozinho. Saímos na rua e ela dá um tranco atrás do outro no pobre coitado. Quando eu explico para ela que punição não é a maneira mais eficaz de ensinar, sou olhada com espanto. 'Mas foi assim que aprendi Sara, é assim que vejo na televisão, em diversos canais!' Aí eu faço duas perguntas bem simples: - Como você gosta de aprender? Como você aprende melhor?
É necessário que os treinadores entendam que:
1. Trancos realmente machucam os cães. Eles são absolutamente desnecessários. Não busque resultados rápidos, se forem prejudiciais aos cães. Busque resultados eficientes e duradouros. Um cão pode ficar paraplégico por receber sucessivos trancos.
2. Punição só extingue comportamento quando é aplicada 100% das vezes em que o comportamento ocorre e/ou se for traumática (o que significa que gerará diversos efeitos colaterais e medo ou fobia).
3. Qualquer animal (estamos incluídos, amigos!), aprende de forma muito mais eficaz e consistente quando não está com medo.
Eu senti isso na pele e essa experiência foi ótima para que eu pudesse entender o mecanismo da coisa. Quando quebrei o joelho, além de toda a dor que tive, passei por alguns exames físicos de patela dolorosos. Era entrar no consultório eu já começava a suar.
Depois, tive um episódio de pedra no rim, em que passei por exames de ultrassom traumatizantes para qualquer ser humano. Quando voltei para o médico (olha a associação negativa), nem me lembro se era do joelho ou do rim, meu corpo começou a tremer. Eu até que estava tranquila, mas a memória das associações foi tão forte que meu corpo simplesmente respondeu. Eu tremia muito, até a boca, a ponto de quase não conseguir falar com a pessoa, que perguntou se eu estava com frio.
Eu tentava me controlar e sabia na minha cabecinha inocente, que não iria passar por nenhum procedimento tão doloroso naquele momento. Fui até o banheiro e fiz uma 'respiração de grávida', mas o resultado não foi imediato. Senti realmente a adrenalina e as reações corporais ao simples estímulo de estar no local e com a pessoa que antes havia associado negativamente. Na hora lembrei dos pobres cachorrinhos no veterinário ou no banho e tosa. E entendi na prática porque muitos deles não aceitam comida nessas situações. Bem, eu realmente não iria conseguir comer uma torta de chocolate naquela hora, e até me forcei a imaginar a sensação, para entender a incompatibilidade da coisa. Esperei para ver quanto tempo depois eu sentiria fome, e demorou umas 3 horas. O mecanismo do meu sistema digestivo estava totalmente suprimido.
Todas as vezes que provocamos medo nos animais, uma associação negativa é criada. Mesmo que a pessoa 'finja' que ela não foi a causadora do susto ou da dor, o cão é suficientemente esperto para relacionar a presença da pessoa à situação. Quando se monta armadilhas, um dos efeitos colaterais é o medo generalizado do ambiente. Em outras situações, que deveriam ser normais para os cães, como passeio na rua, visita ao veterinário, andar de carro, encontrar outros cães, receber visitas, podem ocorrer associações negativas sem que a gente nem perceba.
Quando começamos a expor o filhote, dentro e fora de casa, as associações estão sendo imediatamente criadas, à medida que o cãozinho conhece pela primeira vez a grande variedade de estímulos a que estamos expostos em um dia normal. Estas associações vão sendo reforçadas na segunda, terceira, quarta vez. Em alguns casos ocorre um imprinting imediato, ou seja, a associação é criada na primeira exposição ao estímulo. Geralmente ocorre de forma mais intensa com associações negativas, pois disso depende a 'sobrevivência' do cãozinho, pelo menos na cabeça dele (fugir, se esconder, paralisar, atacar).
Por isso, é muito importante:
4. Criar associações positivas com os mais variados estímulos, o máximo que conseguirmos, em diversas sessões consecutivas.
Voltando aos tempos em que comecei a aprender como ensinar o cãozinho a Sentar*, eu também não compreendia que tudo isso leva tempo. Não adianta entupir um aspirante super entusiasmado com o montante de informação e experiência que temos. Isso precisa ser digerido, aplicado pouco a pouco, associado com experiências e conclusões próprias, e um desenvolvimento do feeling e da capacidade de percepção na observação dos comportamentos, que é gradual, e cada um tem seu tempo. Foi exatamente isso que ocorreu comigo*. Por isso acho que essa leva de novos adestradores ainda pode render muitos bons frutos.
* O comando Senta pode não ser tão simples como parece. Pense no seu cão, há 15 metros de distância de você, na Avenida Paulista, respondendo ao seu comando para sentar, com latência zero e foco 100%. Simples não?
* Ficamos extremamente felizes quando vemos alguém que fez nossos cursos ou estágio, conseguindo resolver sozinha um problema, criando novas soluções (e nos ensinando também).
sábado, 9 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Conversa entre dois cães
Max - “Calma companheiro, eu não vou invadir o teu território só venho conversar!”Sou pacífico!”
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Como habituar o seu cão à Crate
A habituação à crate deve ser feito passo a passo assegurando-nos que o cão vai aprender a apreciar o tempo que está lá dentro, se não o fizermos correctamente o cão associa o tempo que passa dentro da crate como um castigo ou um enclausuramento e pode desenvolver problemas comportamentais sérios como ladrar incessantemente, ansiedade, etc.
A crate deverá ser suficientemente grande para garantir que o seu cão consegue pôr-se em pé e dar a volta lá dentro, assim como ter as patas esticadas. A crate nunca deverá ser pequena demais, porque isto poderá causar problemas sérios nas articulações e ossos do seu cão, portanto assegure-se que obtém o tamanho correcto.
Durante a primeira semana
- Após ter comprado a crate e durante as primeiras duas semanas a crate deverá ter a porta sempre aberta.Se fôr necessário mantenha a porta aberta prendendo-a com um fio ou algo que a mantenha segura.
- Coloque um cobertor ou algo fofo que o seu cão goste para fazer a cama dele dentro da crate.
- Todas as refeições deverão ser dadas dentro da crate.
- Deverá de quando em quando, colocar pedaçinhos da ração dentro da crate para que o seu cão seja agradavelmente surpreendido quando lá fôr.
- Brinque com o seu cão atirando uma bola ou brinquedo para dentro da crate e deixando-o ir lá buscar.
- NUNCA force o seu cão a permanecer dentro da crate, a regra é ter a porta SEMPRE aberta.
Se o seu cão entrar dentro da crate e se deitar lá dentro voluntariamente, recompense-o dando-lhe um pedaçinho de comida e dando-lhe atenção.
- É importante que o cão associe o estar dentro da crate a muitas situações positivas e vantajosas acontecem. Para onde fôr possível, leve a crate consigo para o local onde passa mais tempo, para que ele tenha sempre a possibilidade de ir para lá, mas permanecer perto de si e mantendo contacto visual consigo.
Durante a segunda semana
- A porta da crate deverá manter-se aberta durante todo o tempo.
- Continue a reforçar todos os momentos que o cão voluntariamente escolher estar dentro da crate.
- Se o seu cão adormecer dentro da crate,feche a porta mas permaneça no mesmo local (onde ele o possa ver). Nesta fase ele já deverá ter dormido dentro da crate algumas vezes por escolha dele. Se fôr a primeira vez que ele adormece na crate, não feche a porta.
- Todas as refeições deverão ser dadas dentro da crate, mas desta vez feche a porta enquanto ele come. Certifique-se que abre a porta da crate alguns segundos ANTES do cão terminar a refeição.
- Continue a brincar com ele e a atirar ou brincar com os seus brinquedos favoritos dentro da crate.
- Continue a mudar a crate de local para onde você passa mais tempo.
Durante a terceira semana
O cão já deverá estar muito mais ambientado com a crate.
- Feche a porta durante as refeições e não abra logo. Espere algum tempo antes de abrir a porta.
- Enquanto o cão come, saia do mesmo compartimento deixando o cão só e dentro da crate.
- Dê Kong ou osso de roer ao seu cão dentro da crate e feche a porta. Saia do local e volte assim que ele terminar. Pratique durante a semana e vá aumentando o tempo que ele permanece lá dentro depois de ter terminado o Kong ou osso.
- Se o seu cão adormecer dentro da crate, feche a porta. Pode ausentar-se, mas fique atento e solte-o assim que ele acordar (só e apenas se ele não estiver a ladrar ou a pedir para sair, só se pode abrir a porta se o cão estiver calmo, senão ele aprende a ladrar para que lhe abram a porta).
Seguindo o esquema da terceira semana, vá aumentando o tempo que o cão permanece dentro da crate gradualmente e devagar, assim como aumentando o tempo que ele fica só enquanto está lá dentro.
Dicas Importantes
* NUNCA deixe o seu cão dentro de uma crate mais do que 4 horas seguidas. 4 horas é o tempo máximo de enclausuramento em crate para um cão.
* Leve-o sempre à rua ou ao local para urinar depois de lhe abrir a porta da crate, para que ele tenha a oportunidade de ir à casa-de-banho no local correcto.
* Cachorros não devem permanecer dentro de crates por mais do que 1h se cada vez e sempre supervisionados.
* NUNCA abra a porta da crate ao seu cão se ele estiver a ladrar, esgravatar ou a tentar sair. Se isso acontecer, espere pacientemente que ele se acalme, leve o tempo que levar. Não fale com o cão nem estabeleça contacto visual. Quando ele se acalmar, abra a porta e deixe-o sair.
* Se o seu cão estiver muito aflito para sair, quer dizer que você andou depressa demais. Volte a pensar nos passos acima citados e comece do início. As crates são extremamente úteis e normalmente os cães aprendem a adorar estar dentro das mesmas, mas o processo de habituação deverá ser gradual e feito com tempo.
* A crate permite dar ao seu cão um local seguro e calmo e seguro. Respeite a crate do seu cão, não deixe que crianças incomodem o seu cão se ele estiver na crate. Quando um cão escolhe ir para a crate um cão está a escolher recolher ao seu “ninho”.
* Certifique-se que a crate está num local da casa onde ele possa observar o que se passa e não totalmente isolado, porque isso far-lo-á sentir que está isolado da família.
* O sistema de treino com crate é extremamente útil para resolver problemas que vão desde destruição em casa, ensinar a ir à casa-de-banho no sítio certo, poder separar dois cães, mantendo-os seguros até casos mais complexos como ansiedade de separação, agressividade e outros. Todos estes problemas deverão seguir um protocolo de modificação comportamental acompanhado por um comportamentalista/treinador.
* Normalmente leva muito menos tempo do que 3 semanas a ambientar um cão a uma crate, no entanto, é melhor não arriscar e perder algum tempo na habituação e ter um cão completamente confortável e seguro dentro da crate.
domingo, 19 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Entrevista

A Sara do Blog Meu Cão Meu Amigo fez-me uma entrevista e publicou no seu blog. As questões que ela colocou são muito interessantes, dêem uma vista de olhos.
domingo, 5 de abril de 2009
Chega de ignorância e abuso animal!
Bater num cão, tirar-lhe o ar, literalmente causar dor ou magoar um animal NÃO é treino!
Isto não é treinar cães!
Um bom treinador não fala com os seus clientes desta forma! Isto não é treinar cães, nem é profissionalismo.
Dominância NÃO é a explicação para TODOS os comportamentos de um cão.
Maltratar um cão atirando-o ao chão NÃO é treinar um cão.
"Dominar" através do medo não é treino.
Respeito não se obtem através do medo.
Um cão não DOMINA AS LUZES! Quem acredita nisto?
Um cão não DOMINA OS GATOS! Quem acredita nisto??
Isto é ridículo, quem paga a alguém para segurar o rabo do cão? E se fosse um cão com o rabo cortado qual seria a solução??
"In a new, year-long University of Pennsylvania survey of dog owners who use confrontational or aversive methods to train aggressive pets, veterinary researchers have found that most of these animals will continue to be aggressive unless training techniques are modified."
“Nationwide, the No. 1 reason why dog owners take their pet to a veterinary behaviorist is to manage aggressive behavior,” Meghan E. Herron, lead author of the study, said. “Our study demonstrated that many confrontational training methods, whether staring down dogs, striking them or intimidating them with physical manipulation does little to correct improper behavior and can elicit aggressive responses.”
sexta-feira, 13 de março de 2009
DogTown versus Dog Whisperer
É chamado DogTown, e baseia-se em cães que foram salvos de situações que vão desde tristes a horríficas. Os cães são trazidos para o santurário da Best Friends no Utah, onde são reabilitados fisica e comportamentalmente por uma equipa de treinadores.
O primeiro episódio de DogTown focou-se em 22 pit bulls confiscados do caso Michael Vick. A maioria deles tinham sido usados em lutas, e alguns tinham sido usados como cães isco. Por entre os novos episódios de Dog Town, a National Geohraphic transmitiu um novo episódio do Encantador de Cães entitulado “Dueling Pit Bulls” ou Pit Bulls à luta. A diferença entre os dois programas na forma como procediam à modificação comportamental dos animais era evidente.
A maioria dos cães em DogTown não tinham qualquer socialização com pessoas, e alguns nunca sequer tinham sido passeados numa trela. Muitos eram agressivos com outros cães, claro, e alguns mostravam comportamentos agressivos a pessoas. Os treinadores no DogTown explicaram que o comportamento aparentemente agressivo era na realidade um baseado no medo, fruto da falta de socialização. Eles nunca corrigiam os cães fisicamente, mas ensinavam os cães que podiam confiar nas pessoas.
O caso do Encantador de Cães involvia duas Pit Bull fêmeas, mais ou menos da mesma idqade, que estavam a começar a lutar em casa. O casal donos das cadelas, já as tinham juntas há algum tempo sem incidentedes. Após terem encontrado um homem no parque, que tinha Rottweilers bem comportados, eles decidiram mandar os seus cães com esse homem que era treinador. Três semanas mais tarde, os vães voltaram com feridas que haviam infligido uma à outra. Depois disso, as cadelas começaram a lutar em casa. Os donos conseguiram lidar com a situação com sucesso mantendo-as separadas, mas estava a colocar todos em stress e no relacionamento de ambos. Entra Cesar. De acordo com os donos, o pit bull chamado Sandi não tinha problemas com outros cães. Trinity, por outro lado, não só atacava a Sandi, mas era também agressiva com outros cães na rua. Foi mencionado que a provocadora de algumas das lutas teria sido a Sandi, que fixava o olhar na Trinity e mostrava linguagem corporal confrontacional. Cesar não hesitou em caracterizar a Trinity um cão “red zone”, ou cão zona vermelha (indicando um perigo muito alto).
De volta a DogTown os treinadores eram confrontados com a difícil tarefa de trabalhar com os cães que tinham sido especificamente usados para lutas e não tinham tido nenhuma socialização com pessoas. Muitos eram medrosos, outros eram agressivos . A aproximação aos problemas destes cães, foi a técnica chamada desensitização gradual. Para os cães que não eram sociáveis com pessoas, para começar, alguém simplesmente passava tempo no canil com o cão, a ler ou apenas sentado, não forçando nenhum tipo de interacção. Os cães progrediam ao seu próprio passo, levando o tempo que eles quisessem até se sentirem confortáveis, e eventualmente começavam a aproximar-se e a cheirar a pessoa, tornando-se gradualmente mais confiantes e arriscando mais na interacção com as pessoas. Com os cães que eram agressivos com outros cães, estes eram apresentados a um outro cão, um de cada vez, com todos os cuidados- As apresentações eram inicialmente feitas caminhando os dois cães lado a lado com trelas longas e quando os treinadores sentiam que era seguro, largavam as rtelas no chão. Os treinadores permaneciam calmos e davam encorajamento verbal de cada vez que os cães agiam de uma forma amigável um para o outro.
No programa do Encantador de Cães, com os donos presentes, foi colocada um mordaça na Trinity e esta foi levada para um canil enorme que continham o largo e “bem estabelecido pack” de cães do César. Este “pack” continha cães desde outros pit bulls, a cachorros e até chihuhuas. Imediatamente começamos a ouvir muitas rosnadelas dos dois lados da vedação antes da apresentação, mas quando se pensou que os cães estavam mais calmos, a Trinity foi levada para dentro do canil. Ela estava visivilmente nervosa, e em determinada altura, recebeu um correção na trela pelo que o que eu apenas posso assumir ter rosnado a outro cão (era difícil ouvir). Não houve quaisquer incidentes, e a Trinity foi lá deixada para treino.
Quando os donos vieram visitar, a Trinity estava à solta em sem mordaça com um número de cães à solta (ceerca de 10). Nenhum dos cães tinha coleiras ou trelas. Uma luta começou entre a Trinity e um outro Pit Bull, e outros cães, que também ficaram excitados, começaram a lutar. A Trinity e o outro Pit Bull prenderam-se um ao outro (no final disto os dois precisaram de 5 pontos cada). Algumas pessoas (que penso estivessem associados ao programa) entraram no canil. A dona da Trinity agarrou um chihuhuha pequeno que estava no canil de forma a protegê-lo. Após algum esforço, Cesar e um outro homem conseguiram que os Pit Bulls se largassem enquanto os donos olhavam horrificados (isto foi conseguido com Cesar e um outro homem a agarrarem um cão cada e a conselho do Cesar, “a esperarem”). De seguida o Cesar colocou-se imediatamente a ele, à Trinity e ao cão com quem ela tinha lutado num canil mais pequeno, para que os cães pudessem experienciar “recuperação” – estarem na companhia um do outro duma forma calma.
Em DogTown progresso era visível. O bonito, mas tímido pitbull preto de nome Cherry estava a fazer progressos fantásticos em criar laços com as pessoas. O cão anteriormente agressivo, estava enquanto preso a uma coleira para segurança, a ser apresentado a novas pessoas. Nem tudo era caudas a abanar e progresso. Dois dos cães foram apresentados enquanto estavam com trelas longas e começaram a lutar. Mas graças às trelas longas os treinadores, conseguiram rapidamente separá-los e depois calmamente separaram os cães. Eles decidiram deixar que os cães se acalmassem e tentarem noutro dia.
O Encantador de Cães informou os donos que o prognóstico da Trinity não era bom. Ele sugeriu que eles trocassem cães, ou sejam que eles deixassem a Trinity com ele e levassem um cão dele com eles. Claro esta sugestão não foi bem aceite, especialmente a dona que já tinha desenvolvido uma grande afeição por Trinity. Durante a discussão, onde todos estavam sentados na roloutte do Cesar, Trinity, o cão red zone que tinha sido identificado como muito perigoso que nem sequer podia ser trabalhada na sua própria casa, estava presente, sem mordaça, junto com um outro grande Pit Bull de nome “Daddy” que pertence ao Cesar. Os dois cães começaram a lutar (A Trinity estava a ter muitas oportunidades de praticar!). Imediatamente a seguir, quando alguém tentou tirar o Daddy da rouloutte o Cesar disse que não, que queria ambos juntos para -mais “recuperação”.
De volta a DogTown, dois dos Pit bulls que tinham tido problemas com outros cães continuavam a ter progressos. Após uma apresentação cuidadosa com trelas longas, e depois de um ou dois momentos mais tensos, eles acabaram a brincare. Os treinadores estavam felicíssimos. Aliás, muitos dos cães anterioramente não socializados estavam a ter progressos fantásticos, mas outros não. Eles continuariam a trabalhar com estes, devagar e com cuidado. A mensagem é que estes cães que tiveram um passado muito triste, conseguiam com amor, paciência um com gestão e técnicas graduais e cuidadas modificar o seu comportamento.
A mensagem do Cesar aos donos da Trinity e da Sandi foi de que eles não eram bons líderes (esta mensagem é passada a todos os donos em todos os episódios que eu vi). Eles simplesmente precisam de energia calma e assertiva, ele explicava, de forma a que os cães pudessem dar-se bem em casa. (a “energia” dos donos não podia ser assim tão má uma vez que as cadelas já tinham vivido juntas muito tempo sem incidentes antes de serem enviadas para aquele dito treinador). Cesar devolveu a Trinity a casa dela. Assim que foi tirá-la da mala do seu carro, ele mencionou que ela tinha estado a usar uma coleira de choques enquanto esteve com ele, e que seria mais uma coisa que os donos também deviam ter. Em casa, quando a dona perguntou ao Cesar se podiam deixar os cães juntos sem supervisão dentro de casa (uma vez que seria difícil tê-las debaixo do olho 24/7) o Cesar asssegurou-lhes que não haveria problema. Eles fizeram um update no final do programa a dizer que as cadela estavam a viver em casa sem problemas.
As diferenças entre estes dois programas eram óbvias, tanto na aproximação dada à forma como se modifica comportamento, como nas medidas de segurança tomadas quando lidando com estes cães. Claro, sendo televisão, existem edições e relatos em voz off e nós na realidade não sabemos a realidade em nenhum dos programas. Mas existem algumas observações.
1. Foi óptimo ouvir treinadores em ambos os programas dizer que os problemas mostrados não estavam relacionados com a raça mas sim com o cão individual em si.
2. Infelizmente, no Encantador de Cães, o público recebe muita má informação através dos comentários de Cesar aos donos. Por exemplo, ele diz-lhes que a Trinity ao levantar a pata da frente do chão quando os donos caminham é um sinal de que ela se está a tornar agressiva (ele diz que ela está a ser protectiva com os donos). Uma pata levantada pode de facto ser um sinal de apaziguamento ou ansieade, mas agressão? Não.
3. Em DogTown enquanto que não era perfeito (por exemplo não é aconselhável que uma pessoa se agache quando é apresentado a um cão que mostra sinais de agressão com pessoas) não apresenta os sinais de aviso ou cuidado apresentados ao público. Os métodos que eles usam não pedem esses avisos. No encantador de cães o programa está repleto de avisos de cuidado e não tentem isto em caso, porque os seus métodos são na realidade perigosos.
4. Colocar dois cães que estão excitados porque acabaram de lutar um com o outro, num espaço pequeno juntos é uma péssima ideia, e pode facilmente levar a mais lutas. Por favor não façam isto em casa!
5. Quanto á técnica de colocar um cão que é agressivo com outros, no meio de um “pack” de cães: se você levasse um adolescente que tinha tendências para ser agressivo com o seu irmão mais novo em casa, para o meio de um gang de miúdos da rua, como é que você acha que ele reagiria? O instinto de sobrevivência é fortíssimo quer em cães quer em humanos, e tal como os cães, a maioria dos humanos não faria absolutamente nada; Eles tentariam não sair magoados da situação. Você pode apostar que aquele adolescente não começaria uma luta. Então como é que um “pack” de cães resolve o problema que uma cadela tem em casa com outra com a qual vive? O tal adolescente que você colocou no meio do gang, acha que o facto dele não ter agido com violência nesse caso, quereria dizer que ele já não ia bater mais no irmão mais novo em casa? Duvido, e também não estou convencida, apesar do tal “follow-up” que aquelas duas cadelas viveram felizes para sempre. Teria sido bom explorar a linguagem corporal e sinais que a Sandi estava a dar e que começavam as lutas, e ensinar os donos a reconhecer esses mesmos sinais e evitar o início das lutas. É claro que isso apenas, não iria resolver o problema, mas seria um componente essencial. Claro, isso não teria feito um espectáculo de televisão cintilante.
6. Existe uma cena no Encantador de Cães no qual o casal está no jardim com as duas pitbulls. Os cães iniciam uma luta. O casal, que estava perto, imediatamente agarram as cadelas pelas patas de trás e tentam separá-las. Isto demora longos e horriveis segundos. A mulher está claramente em pânico, como qualquer outro pessoa ficaria. Eles conseguem separar os cães. Agora pensem, isto está a ser filmado! Não sera que eles provocaram aquela situação com o intuito de provocar uma luta? Eu não tenho certezas de nada, mas esta cena teria que ser filmada e incluída no programa para mostrar o problema. Como é que ambos os donos estavam precisamente perto dos cães e souberam agarrar nas patas traseiras dos cães, e porque é que quem é que estava a filmar não ajudou os donos que estavam obviamente aflitos? Claro, a cena tem um rating de audiências espectacular - é o sensacionalismo no seu melhor. Mas será ético colocar dois cães numa posição em que têm tendência para lutar, apenas para nosso entertenimento? Que ironia que este episódio foi “ensandwichado” entre episódios de um programa que reabilita cães de luta. E claro, tudo isto deu à Trinity apenas mais uma chance de praticar a sua agressão.
É óptimo que mais programas acerca de comportamento canino estão a chegar ao grande público- E quer seja o Encantador de Cães, o It’s Me or the Dog, estes certamente encorajaram mais pessas a exercitar os seus cães e a chamar treinadores para ajudarem. Mas com um espectro de audiências tão grande e com tanto potencial em influenciar a forma como as pessoas entendem comportamento canino, como abordá-lo e modificá-lo, apenas posso esperar que o programa DogTown seja aquele que dita a nova maré do que estará para vir.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O QUE SÃO EXERCÍCIOS DE AUTO CONTROLE E PARA QUE SERVEM
Estabeleça o critério que pedirá ao seu cão. Algumas pessoas apenas querem que o cão não ladre nem salte antes de ir à rua, outras quererão que o cão se sente e permaneça sentado até que digamos um OK, que é o meu caso. Depois de estabelecer o que espera do seu cão, seja consistente. Até que ele lhe ofereça aquilo que espera dele, não ceda. Ele rapidamente vai aprender que permanecer sentado e quieto em frente à porta enquanto pegamos na chave e colocamos a trela e coleira é a forma mais rápida que ele tem de aceder à rua. Se ele se levantar, então esse acesso ser-lhe–á negado.
Pratique este exercício diariamente até que seja automático. Estes exercícios são muito importantes e extremamente úteis para a nossa convivência com os nossos cães.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O que é preciso para treinar o seu cão


Dentro de poucas semanas o cão irá provavelmente estar imóvel, sentado enquanto você vai buscar a trela, veste o casaco , pega nas chaves e abre a porta. Ele não se atreve a mexer, com medo que você cancele o passeio nem que seja temporariamente.
Lembra-se quando falei das oportunidades que surgem no dia-a-dia? Você irá tê-las, portanto quando as tiver, não as ignore.
A seguir é uma lista de comportamentos que você quer do seu cão. Isto pode incluir sentar-se em frente às pessoas para dizer olá, na vez de saltar para cima delas, deitar-se na cama na vez de pedir comida à mesa, vir quando é chamado. A lista é sua, escolha!
Se o seu cão puxa na trela que corra à loja de animais mais próxima e compre um halti harness. Estas novas trelas não ensinam o seu cão a não puxar mas tornam os seus passeios bem mais fáceis, na medida em que é mais fácil segurar e manter o cão perto de si, sem que este lhe arranque o braço! Depois peça ajuda a um treinador positivo para lhe dar as técnicas de como pode ensinar o seu cão a andar sem puxar, na trela. Mas esta trela permite-o ter passeios mais relaxados e focar-se entretanto noutras coisas como brincar, treinar sentas ou simplesmente gozar dos passeios.
Outro objecto essencial é o clicker. Porquê? Porque o clicker irá permitir que comunique eficaz e rapidamente com o seu cão. Permite moldar comportamentos tão complexos como levantar a pata traseira ou tão simples como deita. Mas acima de tudo torna o processo de aprendizagem muito mais rápido. Para quem não quer usar o clicker, uma palavra que marque o momento certo também serve, embora esta pode deter uma carga emocional ou ser desfasada do comportamento em si. O clicker é um objecto barato, e fácil de se usar e deverá ser usado apenas no início para ensinar comportamentos novos. Quando o cão já souber esses comportamentos não há necessidade de usá-lo mais.
Outra vantagem do clicker é poder ser usado por qualquer pessoa. F
Também precisa de brinquedos. Bolas, frisbees ou o tipo de brinquedos que ganham vida nas suas mãos. Cordas de puxar são óptimas e são óptimos jogos de cooperação. Deverão ser jogados com regras restritas e o cão deve ser ensinado a pegar e largar sob comando tal qual neste vídeo aqui. Mas depois do cão estar ciente do que as palavras pega e larga significam este jogo é óptimo para cansar o seu cão, criar um laço maior entre vocês e tornar-se-á um motivador de ouro para treinar outros comportamentos.
Uma coisa que necessitam q.b. é consistência e paciência. Lembrem-se que não existem treinos milagrosos. Nenhum cão aprende do dia para a noite, com método nenhum! Isso só mesmo na televisão e nos shows editados de 45 minutos. Os cães que vemos na vida real a ganharem medalhas de obediência, a correrem agility, a salvarem vidas de pessoas, a detectarem bombas ou a assistirem cegos ou pessoas com deficiências, são treinados durante muito tempo. Não espere que o seu cão seja diferente. Muna-se de paciência e divirta-se com o seu amigo, afinal de contas o treino é um jogo para ele, torne-o um jogo para si também!
O que não precisa
Não precisa de coleiras de choque, estranguladoras ou coleiras de bicos. Não precisa de berrar, usar força física ou assustar o seu cão para conseguir treiná-lo. Estas coisas são algo que fazem parte de um passado onde nada melhor havia. Hoje em dia temos sorte! Porque podemos obter resultados sem termos que aceder a esses instrumentos de treino antiquados.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Treinadores de Clicker, com clicker e "balançeados"
Estes são apenas alguns entre muitos outros que aplicam com eficácia, métodos positivos e constroem relações com os seus cães através do respeito, sem conflitos, castigos ou aversão, apenas o ensino através docompanheirismo e cooperação.
- Se o treinador usa clicker mas advoca também o uso de coleiras estranguladoras, de bicos ou coleiras de choque.
Bom treinos!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Apport Forçado por Dogsenjoy.blogspot.com
É complementado por dois vídeos, peço que leiam primeiro o artigo antes de verem os vídeos, para entenderem o que estão a ver. Eu pouco ou nada tenho a acrescentar ao artigo e faço minhas as palavras dos nosso colegas na Dogs Enjoy. Mas vou deixar para complementar, um vídeo no final da sensacional treinadora Pere Saavedra a ensinar precisamente o mesmo exercício, mas com o método do clicker, para poderem comparar.
Muitos já ouviram falar (infelizmente...) do famoso apport (fazer com que um cão transporte algo na boca), assim como das técnicas de ensino através de evitamento, isto é o mesmo que dizer que o cão faz algo para evitar uma correcção (choque, puxão, etc..) ou um castigo. Muitos de nós vivemos esta realidade (não queiram imaginar os ganidos de um cão quando lhe é provocado medo ou dor) e tivemos a sorte de evoluir e deixar para trás estas técnicas pré-históricas e desumanas...graças a Deus, que não têm nem a desculpa da “eficácia” uma vez que são muitos poucos, mas mesmo muitos poucos, os cães que suportam a “carga” física e psicológica que este tipo de treino acarreta.
Lamentavelmente estes vídeos que podem ver não são nenhuma obra cinematográfica de Tarantino (apesar de que poderiam ser) mas sim o reflexo do que continua a ser hoje em dia o treino com métodos “TRADICIONAIS” com as consequências muito conhecidas, ou seja, cães destroçados e danificados psicologicamente, com níveis de stress levados ao limite, problemas de agressividade, etc.,e também todo o deterioramento no relacionamento entre treinador e cão.
Isto, para não falar das questões ÉTICAS que cada um de nós poderia fazer sobre esta forma de tratar os nossos “fiéis e amigos peludos”. O treinador que usa estas técnicas, entra num espiral de frustração (descarregando as suas tensões no cão), chegando mesmo a ver no seu cão um “aluno desobediente” o qual há que castigar e corrigir continuamente...uma vez que se não faz as coisas é porque não quer obedecer (a mesma e velha forma de ensinar as crianças com reguadas essa felizmente há muito por nós ultrapassada).
Aliás muito recentemente num fórum de treino canino alguém chamava isto de “treino formal”, diferençiando-se do treino positivo, o qual comparam frequentemente como um tipo de treino inútil que se usa para criar “cães de circo” (isto é literal). Enfim, a ignorância leva até a este tipo de comentários.
E com tudo isto, o que se vê nestes vídeos não é o mais terrível que se pode ver, infelizmente existe pior, mesmo que vos custe a crer. Não é agradável ver estas coisas, porém não se pode estar constantemente a virar a cara como se nada se passasse.
Fixem-se na linguagem corporal do cão nos vídeos... incrível como ainda existem “especialistas” que não veêm absolutamente nada de mal, quando o que se pode ver no cão é mais do que evidente.
Se por outro lado, nos focarmos nas questões “PARA QUÊ? QUAL É O OBJECTIVO” a resposta é... GANHAR uma competição, medalha, ou seja... um troféu (que ironicamente só dele desfruta quem não recebe a dor, isto é o treinador) a aberração moral é máxima e apenas superada por um “egocentrismo desmesurado”, demonstrado naquilo que sempre ouviremos como “... mas ganhei o prémio, estou em primeiro lugar” e coisas semelhantes, enquanto que se algo corre mal a resposta já é “o cão falhou, desobedeceu, etc..” para nem falar de outras “lindezas” verbais que seguramente o pobre cão terá que ouvir.
Na vez do que deveria ser entendido como um “trabalho de equipa”, afinal trata-se de um “trabalho de escravidão” de onde apenas um leva os prémios e honras e o outro os castigos sendo que o único prémio que recebe é se fizer “bem” não ser castigado.
Provavelmente se perguntassemos aos indivíduos destes vídeos, acerca da legitimidade das suas técnicas, seguramente nos responderiam, como muitos, que eles mesmos sofrem mais do que os cães e que os amam profundamente... mas que não existe outro forma de ensinar, que tem que ser assim senão isto ou aquilo, que a obrigação do cão é fazer o que lhe mandam, que tem que “agradar o dono” e bla bla bla... tentando justificar o injustificável, tanto moral como didacticamente falando.
Há uns tempos atrás lemos onde um dos grandes “maestros” do treino em Espanha explicava na teoria como se deve realizar passo a passo o Apport Forçado... o que me soou mais insultuoso foi quando no final de tudo ele acaba a dizer “...isto tudo respeitando o cão”.
Esperemos que não tarde em impor-se o bom senso do Homem uma vez mais, e estes “supostos método de ensino” passem onde deveriam já estar.. à História. Lembram-se dos “administrativos” que se negaram a vida toda a aprender a mexer num computador? O seu argumento era que isso da informática era uma “moda passageira”. Por sorte, a inteligência humana soube superar o atraso provocado pela ignorância. Neste caso, também é apenas uma questão de tempo.
Por favor, aprendamos com os nossos erros... não nos vamos agarrar a eles.
Agora o mesmo com o clicker e em positivo:
Um vídeo do ensino do Junto pela Equipa Leo e Meg da Tudo de Cão no Brasil
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dominância - o Mito
oas que têm um cão em casa, pouco ou nada percebe realmente de cães. Ao dono de cão comum, pouco lhe interessa quem foi Konrad Lorenz ou e muitas poucas pessoas sabem ou precisam de saber quem é Thorleif Schjelderup-Ebbe o cientista que, em 1921 ao estudar galinhas, cunhou o termo hierarquia linear e que depois foi erradamente aplicada aos lobos e que incrivelmente ainda é defendida hoje em dia por muitos (apesar das evidentes provas em contrário).No entanto a esses donos de cães é muitas vezes dito, que têm que lidar com o cachorro como se fossem líderes da matilha, á imagem dos lobos. Isto é tão rebuscado que toca o ridículo. A pessoa que tem dificuldades em ensinar o cachorro a fazer as necessidades no local correcto, tem que subitamente saber imitar o comportamento de um lobo alpha dentro de uma matilha???
O cachorro que mordisca as mãos, está a fazer aquilo que é normalíssimo para ele, brincar, pois é assim que eles brincam, mordiscando tudo e usando a boca para explorar o mundo. Já os humanos nao brincam a morderem-se uns aos outros e a não ser que ensinemos ao cachorro como ele pode brincar connosco ele continuará a fazer aquilo que lhe é natural e saudável.
"Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite a verdade eterna. Experimente."
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Aos que lerem este artigo por favor cliquem neste link para acederem a outro que complementa este. obrigada a todos. CLIQUE AQUI Ao visionar...
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Alguns treinadores (os tradicionais, que usam os mesmos métodos usados há 50 anos atrás, sem mudar nem uma vírgula) insistem em “inventar” a...
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Esta pergunta é muito frequente, muitas pessoas que têm cães adorariam ter um gato, mas temem que o relacionamento entre ambos seja difíc...

