quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Who is a good boy?

When our dogs do something different, fun, nice or unexpectedly nice, we tend to have one, two or a whole bunch of nice things to say to them.

If you are anything like me you are prone to give them full motivational speeches when you see them do something we consider great.

Just the other day, Joel, my BC, caught a ball that bounced in a weird way on the wall and did a strange turn; he managed to turn his body just in time to grab the ball in the air. I was so amazed, even though I have seen similar moves done by him by the hundreds, I instantly shouted a “Nice one, you are such a smart boy” followed by a stupid grin and several “who is the good boy?” whilst rubbing his back. Then back to tossing balls.

My pitbull X Safira is drowned in cuddles, back rubs and words of love, when she falls asleep next to me and starts making cute noises. I cannot resist her at all, she is old, with white hairs all over her face and incredibly cute in ways I cannot describe.

I do admit I might be “too” cuddly with my dogs – but I know from working with hundreds of people and their dogs, that, it is fortunately very common for owners to be proud and express joyful emotions verbally and physically to their dogs.

I personally think it is great. As long as your dog enjoys and appreciates physical contact , by all means enjoy! I always respond to owners who say: “I give him too much love” – “There is no such thing as too much love especially for a dog”.
It is not about the amount of love and cuddles you give your dog that drives him to show undesirable behaviours and don’t believe anyone who says otherwise.

Dogs are driven to perform more often behaviours which will allow them to maintain or access something they want. So when we try to teach our four paws friends something new, or if we are just hoping to strengthen behaviour, usually we quickly offer the dog something he wants at that time in exchange.

Food is a handy, quick and incredibly effective primary reinforce, because dogs eat every day, and if they eat 200 pieces of kibble a day, then you have 200 behaviours you can now exchange for them.
So if a dog is hungry, he will sit in front of you with a wagging tail, he will drop into downs all over the house, he will nudge in the arm. He will offer whatever behaviour he learnt that is likely to make you drop a bunch of kibbles on the floor.

Understanding this might shine a new light on why verbal praising or a pat on the dog’s head might not be working as expected in terms of strengthening or teaching new behaviours.

Lets put it this way, if you never touched your dog, and never ever said anything nice to him or talked to him at all, the talking to him and patting on the head could work better, however even that would have a limit to what you could teach reinforced merely by cuddles and words.

So when I usually train my dogs I am very verbal.

I get happy with their successes and express them with my words “Awesome, you are so smart, great stuff! good boy! yey!, etc..” and sometimes I even cuddle them where they are likely to enjoy it, like a good scratch on the rump.

However this is not my primary reinforcer to train behaviours.

I realize the limits of those actions in terms of teaching and strengthening behaviours, and so I always have other reinforcers, such as play (tug playing, ball tossing, running with them), food, or environmental (letting them access the garden, letting them run off lead on the beach, etc...) at hand to exchange for those behaviours. I give them access to some food, play or environmental reinforcer, and usually after I celebrate with lots of verbal praising.

The best way to train is by using positive reinforcement and rewards, but patting your dog on the head and or saying “good boy” will be extremely limitative, you need to up your game in terms of rewards if you want it to be effective.


Dogs do love when we are happy with them, but that should not be the only reward offered, after all most times we offer them love, cuddles and verbal praise, just because they exist and are there! Let’s continue offering them all the love we want, and trust me, they relish and deserve it, but never forget to use other resources to train and strengthen behaviours, that way you will have a happy, loving an fulfilled relationship and an well trained companion as well.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Clicar sem recompensar sim ou não?

Blazing Clickers - Drª Susan Friedman


Blazing Clickers - Tradução por Claudia Estanislau de IAAD e revista por Pedro Lopes com autorização da autora e encontra-se no link do site dela:

http://www.behaviorworks.org/files/translations/Blazing%20Clickers%20-%20Portugese%20Translation.pdf


Marian Kruse e Keller Breland estão entre os primeiros treinadores a usar clickers há cerca de setenta anos atrás. Desde então, este aparelho transformou-se num instrumento popular entre os treinadores de animais de todo o mundo. Usado correctamente,o clicker é um marcador preciso, de um evento que leva a uma comunicação clara,acerca da contingência entre o comportamento e a sua consequência, reforçando o comportamento que lhe segue. No entanto, alguns treinadores fazem um mau uso dos clickers, fazendo-os soar repetidamente sem uma entrega contígua de um primário ou de qualquer outro reforço para além do próprio som do clicker. Nós chamamos a esta prática blazing clickers. Sem um historial forte e obrigatório de click-comida e sem um plano sistemático, esta prática de apenas clicar sem a entrega de um reforço primário, leva à extinção clássica da força que o clicker detém como reforço,assim como a um progresso muito fraco na aprendizagem ou mesmo a agressão.
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Uma comunicação clara e bilateral é a base de um treino animal bem sucedido.Através de uma comunicação clara, treinadores experientes, moldam com fluidez as respostas de um animal de uma aproximação para a outra, resultando num comportamento complexo e novo em minutos ao invés de semanas. Uma das ferramentas de comunicação mais importantes é o reforço condicionado, também conhecido por reforço secundário, marcador de eventos, marcador, estímulo quefaz ponte e ponte. Reforços condicionados melhoram a comunicação bilateral porque podem ser entregues no instante em que o comportamento correcto ocorre.Esta associação temporal próxima entre o comportamento e o reforço é uma característica essencial para um reforço eficaz conhecida por contiguidade.

Marian Kruse e Keller Breland estiveram entre os primeiros treinadores de animais a usar clickers para melhorar o resultado dos treinos há mais de setenta anos.Junto com Bob Bailey e outros, eles exploraram uma grande variedade de outros reforços condicionados, tais como apitos, luzes, toque e palavras. Estes reforços condicionados são hoje em dia comuns nas nossas caixas de ferramentas de treino.
O que é interessante, é que a função precisa dos reforços condicionados ainda está a ser investigada (para uma boa discussão dos diferentes pontos de vista ver Pierce e Sheney, 2008).

No entanto, a um nível prático, nós já temos a informação de que precisamos acercados reforços condicionados:

1. Como fazê-los - associar um estímulo neutro repetidamente com um reforço bem estabelecido, isto é condicionamento clássico ou respondente.

2. Como desfazê-los - parar de associar um reforço condicionado com outro reforço, isto é extinção respondente.

À medida que trabalhamos em vários jardins zoológicos pelo mundo fora, observamos treinadores que inadvertidamente desfazem ou diminuem a força dos seus reforços condicionados ao não associá-los com outro reforço bem estabelecido. A esta forma de treinar chamamos blazing clickersBlazing clickers é definido pelo click aleatório e rápido de cada resposta correcta dentro de uma série de respostas correctas, sem seguir cada click com o seu reforço antecipadamente bem estabelecido (isto é, clicar sem recompensar).

Acercadas muitas discussões que tivemos com treinadores que clicam sem recompensar,acreditamos que esta forma de trabalhar resulta de diferentes conceitos errados acerca de processos básicos de comportamento relacionados com os reforços condicionados. O propósito deste artigo é melhorar a eficácia do seu treino falando dos cinco conceitos errados mais comuns associados aos blazing clickers, e adicionar as nossas vozes às dos treinadores que recomendam associar todos, ou quase todos os cliques a uma recompensa (ver por exemplo, Fernandez 2001; Ramirez 1999; Bob Bailey,comunicação pessoal 17 de Abril 2011, Karen Prior comunicação pessoal em 16 deAbril de 2011).

Termos

Para uma maior facilidade de comunicação durante este artigo, usaremos os seguintes termos:

1. A palavra click refere-se a qualquer reforço condicionado usado no treino para reforçar um comportamento com super contiguidade. É sinónimo de reforço condicionado ou secundário, estímulo que faz ponte, ponte, marcador de eventos e marcador.

2. A palavra recompensa refere-se a qualquer reforço bem estabelecido, condicionado ou não, usado para condicionar e manter a força do clicker. Recompensa é sinónimo de reforço bem estabelecido que, no caso do treino de animais, a maioria das vezes é comida.

3. O termo blazing clickers refere-se à prática de repetidamente clicar sem sistematicamente entregar o reforço, também conhecido por cliques isolados ou clicar sem recompensar.

Conceitos Errado mais comuns

Conceito Errado #1 – Blazing Clickers é uma boa aproximação porque o clicker é umreforço (um reforço secundário), por isso o animal não precisa de outro(recompensa).

Alguns treinadores afirmam que não precisam de seguir o click por uma recompensa porque o clicker é não só um marcador ou uma ponte, mas um genuíno reforço secundário. Porquê entregar dois reforços, quando apenas um é suficiente? É verdade que um reforço secundário bem condicionado pode ser tão forte, ou até mais forte, do que um reforço primário desde que exista um historial de condicionamento longo e forte. No entanto, uma diferença crítica entre um reforço primário e um reforço secundário é que um reforço primário é automaticamente reforçante – isto é, pré-programado; os reforços secundários,por sua vez, dependem da experiência, especificamente da associação repetida e seguida com outros reforços previamente bem estabelecidos, para adquirirem e manterem a sua força como reforços. Na verdade, o procedimento de tornar um reforço secundário ao seu estado neutro é desfazer a associação, isto é,repetidamente entregar o reforço secundário sem o reforço que o apoia, processo conhecido por extinção respondente (um estímulo condicionado, CS, é apresentado sem o subsequente estímulo não condicionado US).

Algures entre a associação consistente e a não associação, existirá o progressivo enfraquecimento do reforço secundário. Enquanto que os reforços secundários têm um “tempo de vida” esse tempo não é conhecido e aqueles reforços secundários que têm um “tempo de vida” longo, são resultado de um historial constituído por dezenas, se não centenas de associações (Pierce & Cheney, 2008). Cada vez que um click ocorre sem um reforço de apoio, é literalmente o mesmo que uma exposição a uma extinção respondente, e reforços secundários podem perder a sua força de reforço muito rapidamente, um problema que já observámos muitas vezes.À medida que o click deixa de garantidamente antecipar uma recompensa, os animais começam a investigar o ambiente para tentar encontrar pistas que lhes indiquem que o reforço (comida) está a caminho, tal como o movimento subtil do braço do treinador em direcção à bolsa ou balde de comida. Na verdade, no caso dos treinadores que trabalham fisicamente perto dos animais, muitas vezes vemos animais responderem à linguagem corporal do treinador, segundos antes do mesmo soar o clicker. Pode ser que ao trabalhar em proximidade, muitos animais respondem com muito maior rapidez ao que vêem do que àquilo que ouvem.

Conceito Errado #2 – Blazing Clickers tornam o treino mais interessante para o animal.Se você recompensar sempre que clicar, a sessão torna-se muito previsível e os animais ficam aborrecidos com o treino.

Alguns treinadores explicaram-nos que o uso do Blazing Clickers é uma boa forma de manter os animais interessados no treino, de evitar o aborrecimento produzido pela sequência click recompensa. É verdade que variedade apimenta a vida, mas nós acreditamos que a pimenta deve vir da variedade e quantidade de reforços que você providencia, dos comportamentos que você treina e do ritmo que você imprime ao treino, ao invés dos blazing clickers.

Imagine o que é encontrar o seu frigorífico trancado 3 a 4 vezes por semana só para que as coisas se tornem mais interessantes para si. Uma outra hipótese para o porquê de um animal se pode tornar menos atento durante uma sessão de treino,pode ser aquilo que chamamos de “blazing behaviours”. Isso é o sinalizar seguido de respostas mundanas, respostas essas que não levam ao desenvolvimento de nenhuma habilidade específica ou que não melhoram de forma nenhuma a qualidade de vida do animal. Por exemplo, rotineiramente vemos sessões de treino que se limitam a pedir rapidamente ao animal múltiplos comportamentos de target com diferentes partes do corpo, cada uma durando apenas uma fracção de um segundo.É mais ou menos como isto:

“Gracie,braço-click,dedo-click,ombro-click,orelha-click,pé-click,joelho-click,costas-click, boooooooooooom, recompensa, recompensa, recompensa”.

Isto sim é aborrecido! Quando observamos este tipo de treino a ser efectuado,encontramo-nos a questionar qual o objectivo de ensinar o animal a fazer “target”com tantas partes do corpo numa rápida sucessão de menos de 20 segundos? “Targetting”é extremamente útil quando o toque tem alguma duração. Quanto mais o comportamento tiver duração, mais fácil é levar o target a uma base para um bom tratamento médico ou “grooming”.

Conceito Errado #3 – Blazing Clickers constroem comportamentos mais fortes do que consistentemente associar o click com recompensa porque a associação inconsistente é um esquema de reforço variável como uma máquina de casino.

Alguns treinadores acreditam que blazing clickers é um esquema de reforço variável que levará a comportamentos mais fortes uma vez que a entrega do reforço que o apoia é retida. Um esquema variável é um de muitos esquemas de reforço onde o número de respostas (com intervalo de tempo, duração, etc.) requeridas para adquirir o reforço, varia de acordo com uma média pré-estabelecida. É realmente verdade, que esquemas de reforço variáveis criam comportamentos mais persistentes naqueles comportamentos já fluentes, isto é, o comportamento torna-se mais lento a ser extinto. Existem,no entanto, dois erros neste raciocínio dos blazing clickers. Primeiro, se o clicker é realmente um reforço condicionado eficaz, não oferecer a recompensa não vai mudar o facto que você continua a usar um esquema de reforço contínuo de clicks. Se o click não é um reforço condicionado eficaz, então estamos perante a possibilidade real que o click é,para o animal, apenas um som sem sentido que o animal tem que discernir para perceber a contingência entre comportamento-consequência.

Também vale a pena considerar que não existe nenhum valor inerente ou absoluto em construir persistência num comportamento quando este não é necessário.Comportamentos contingentes de sinais são um desses casos: você tem que pedir o comportamento, então, porquê perder uma oportunidade em aumentar a quantidade diária de reforço ao usar um esquema variável? Casos em que a persistência seja necessária, a melhor forma de o conseguir, é primeiro ensinar o comportamento novo através de um esquema de reforço contínuo (click-recompensa) para uma comunicação clara entre a contingência comportamento- consequência. Depois,gradualmente tornar os reforços mais escassos (conhecido como esticar o rácio de reforço) até chegarmos ao esquema de reforço desejável, tornando dessa forma a quantidade oferecida de comportamento imprevisível, enquanto aumentando a quantidade de comportamento desejado em vista do reforço. Por exemplo, se um treinador quer que um leão faça várias visitas à área com vista para o público durante o dia, um esquema de reforço variável seria a ferramenta ideal (isto é,clicar e recompensar nunca clicar sem recompensar!). Começando com um esquema de reforço contínuo, pedindo gradualmente um aumento variável no número de vezes que o leão passa pelo local, para adquirir reforço. Implementar este tipo de estratégia de treino leva tempo e um plano cuidadoso para manter a quantidade de reforço suficientemente alta para que o leão continue a querer trabalhar. Um esquema de duração variável pode ser usado para aumentar o tempo que o leão fica em frente à janela.

Conceito Errado #4 – Blazing clickers diminuem a agressão por frustração porque o animal aprende a não esperar uma recompensa de cada vez que ouve o clicker. Tudo pode correr mal se você fica sem comida antes da sessão terminar.

Alguns treinadores expressaram a sua preocupação que os animais treinados com consistência no click e entrega da recompensa, tornarão-se-ão agressivos quando a recompensa não for apresentada. Uma forma de resolver este problema é assegurarmo-nos que a recompensa é sempre apresentada depois do click. Isto requer planear a quantidade certa de reforços primários e espaça-los cuidadosamente durante cada sessão de treino, ou terminar uma sessão de treino mais cedo antes de acabar o reforço primário (algo que só deveria acontecer uma vez). Você também pode planear uma sessão mais curta com maiores quantidades de reforço ou menos repetições de cada comportamento. Isto tudo pode melhorar a motivação do seu aluno e ajudá-lo a evitar a repetição mundana de comportamentos descrita no número 2 acima falado.

Então,é possível ensinar um animal a oferecer muitos comportamentos maioritariamente em troca de reforços secundários, veja por exemplo, Alferink, Crossman & Cheney,1973, que descreve o processo através do qual um reforço condicionado, neste caso uma luz, conseguiu manter um pássaro a dar 300 bicadas na ausência total de comida. No entanto, condicionar um reforço secundário tão forte requer a implementação de um plano sistemático que inclui centenas de bicadas sempre seguidas por luz e recompensa, um reforço primário muito forte e eventualmente esquemas de reforço variáveis cuidadosamente implementados para que a diminuição do ritmo de entrega de reforço não seja muito abrupto ou escasso(conhecido como “ratio strain”). Uma aproximação destas tão estruturada é muito diferente da escolha casual de não seguir o clique por uma recompensa baseando-se num relacionamento hipotético de que clicar e recompensar sempre seguido pode causar agressão. Por outro lado, existe uma abundância de factos de que um esquema de extinção pode provocar agressão (chamado de extinção induzida ou agressão induzida por frustração). Isso é uma preocupação quando um click perde a força de reforço por causa do click ser soado e a recompensa ser retida.

Conceito Errado #5 – Blazing clicker é bom para dizer ao animal que o que ele fez está certo e que ele deve continuar. Eles são suficientemente espertos para aprender que o click significa coisas diferentes.

Claro que não existe problema nenhum em ensinar a um animal um sinal de continuação(Keep going signal – KGS). É certamente emocionante ver um leão-marinho responder ao KGS e nadar mais uma volta, uma ave a dar mais voltas ao local, ou ver um elefante a manter a posição da pata para se poder limar as unhas. O que é problemático, no entanto, é quando um sinal, no caso o click, é usado para comunicar duas coisas completamente distintas. Um sinal de trânsito vermelho comunica aos condutores para colocarem o pé no travão e também para acelerarem.Ainda bem que temos luzes vermelhas e verdes!

É uma comunicação muito fraca ter um mesmo click significar duas coisas completamente distintas e opostas tais como, vem aí comida e continua a fazer esse comportamento. Já observamos animais a abandonar as sessões de treino (e isso sim é comunicar claramente com o treinador) quando o mesmo som é usado para as duas coisas.

Um click bem condicionado pode ter mais do que uma função para um dado comportamento. Pode marcar o comportamento correcto para que o animal entenda o que deve repetir para obter reforço de novo, pode servir de ponte entre o comportamento e o reforço e pode ser um estímulo discriminativo para terminar o comportamento e preparar-se para a comida que aí vem. Um KGS bem condicionado,por definição, nunca interrompe o comportamento. Quando usamos um KGS um sinal diferente deve ser usado para significar “comida vem aí!”.

Conclusão

Clicker,apitos e outros reforços condicionados são ferramentas valiosas para ajudar treinadores a comunicar com os animais a resposta precisa que este necessitam efectuar para obter uma recompensa. Quando um reforço condicionado é consistentemente associado com outro reforço de apoio ou primário, então a comunicação torna-se clara, a motivação permanece alta e os comportamentos são rapidamente aprendidos. No entanto, quando o som do clicker não é consistentemente associado a um reforço primário, a comunicação torna-se confusa, como provado pela diminuição da motivação, aumento da agressão e enfraquecimento da performance.

Quando o click começa a perder o seu significado por causa do seu uso repetido sem associação a uma recompensa, os animais começam a procurar por outros sinais que prevêem a consequência das suas acções. Muitas vezes eles observam a linguagem corporal que lhes diga que uma recompensa está iminente e isto vem dar força à contingência comportamento-consequência e tornar o click apenas num som. Enquanto é verdade que um reforço secundário não perde a sua capacidade de reforçar comportamento logo da primeira vez que é usado sem reforço primário, o número de vezes que clicamos sem recompensa que levarão à extinção não podem ser previstos e isto pode acontecer muito rapidamente. Portanto enquanto um click sem recompensa esporádico pode passar incólume, blazing clickers não são uma boa prática de treino. Quando o click não transporta nenhuma informação da qual o animal possa depender o resultado é comportamento errático.

REFERÊNCIAS

Alferink, L.A., Crossman, E.K.,& Cheney, C.D. (1973). Control of responding by a conditioned reinforcer  in the presence of free food. Animal learningand Behavior, 1,38-40.

Fernandez, E. J., (2001). Click orTreat:  A Trick of Two in the Zoo.American Animal Trainer Magazine, 2, 41-44. Shedd Aquarium.

Pierce, W. D., and Cheney, C.D.(2008). Behavior analysis and learning. (4th ed.) New York, NY:Psychology Press, 221-240.

Ramirez, K. (1999). Animal Training:Successful animal management through positive reinforcement. Chicago, IL: ShedAquarium: p14.

sábado, 27 de setembro de 2014

ESTERILIZAR OU NÃO?

ESTERILIZAR OU NÃO?

A esterilização é um tema que origina sempre discussões acesas entre aqueles que a defendem como forma de controlar o excesso de população (mais cães do que famílias que os acolham) e aqueles que acham que a esterilização é apenas uma questão de comodismo e acarreta problemas por si só.
Neste artigo vamos explorar a componente comportamental associada à esterilização, respondendo a algumas questões frequentes acerca da mesma.

Personalidade

Esta é a frase mais ouvida quando ouvimos alguém falar acerca da esterilização, será que os cães ficam mesmo mais calmos? Mudam a sua personalidade?

Após a esterilização não deve esperar que o seu cão fique mais calmo, visto que a mesma não vai alterar o nível de energia do seu cão. O que pode esperar é uma diminuição na impulsividade do mesmo, resultado da diminuição das hormonas (masculinos ou femininas) e garantido que a personalidade do cão não está directamente relacionada com o facto do seu cão ou cadela estarem esterilizados.  

O meu cão vai deixar de ser agressivo

A agressão é um comportamento aprendido pelo que não vai diminuir apenas com a castração. O que podemos esperar com a castração de um cão que seja agressivo com outros cães é, novamente, uma diminuição na impulsividade o que nos ajudará durante o processo de modificação comportamental e tornará o processo mais rápido e eficaz.

Uma grande diferença a nível da interação com outros cães é que o seu cão deixará de ser visto como uma ameaça ao acesso a um recuso, nomeadamente a possibilidade de aceder a fêmeas, diminuindo muita da tensão e evitando brigas, nesse sentido a castração ajuda imenso a que as interacções com outros cães sejam mais pacíficas.

Lembre-se que o cio das cadelas, é caracteristicamente duas vezes por ano, mas os cães machos estão em constante "cio", isto é, estão sempre preparados para procriar. O excesso de testosterona provoca, impulsividade, exaltação e conflitos com outros cães. Cães muito seguros de si, não esterilizados, tornam-se brutos e impulsivos nas suas interacções. Se existirem fêmeas no grupo piora consideravelmente, pois estes começam a ficar muito focados nas fêmeas e no cheiro diferente que estas emanam. Muitas cadelas entram em conflito e sofrem de "bullying" pelos cães machos que andam sempre atrás delas (e não só quando estão com cio) e os outros cães machos, castrados ou não, acabam também eles por terem interacções intensas que causam muitas vezes brigas.

A interação com outros cães torna-se mais fácil, principalmente se viverem na mesma casa, em constante comunicação uns com os outros.

O meu cão vai deixar de marcar

A castração diminui efectivamente a marcação quando este não é já um comportamento aprendido, quanto mais reforçado tiver sido menos probabilidade terá de reduzir com a castração.

A castração é eficaz na redução drástica do castrar quando é feita por volta dos 6/7 meses altura em que, a maior parte dos cães, começa a fazê-lo.
Castrações tardias podem ou não reduzir este comportamento dependendo do caso, não sendo tão eficaz e muitas vezes não tendo influencia nenhuma no comportamento.

Se o seu cão marca há muito tempo, a castração tem o efeito de diminuir este comportamento natural nos primeiros meses, voltando ao normal mais para a frente. Os comportamentos dos cães quanto mais praticados mais vezes são oferecidos, por isso uma castração assim que os cães têm os ossos e sistema morfológico devidamente desenvolvido, é essencial.

O meu cão vai ficar mais obediente

Após a esterilização não espere simplesmente que o seu cão, de repente, responda a todos os sinais verbais só porque sim. O seu cão não ficará mais
obediente mas será mais fácil mantê-lo concentrado em si em ambientes mais estimulantes.

Cães castrados, não se preocupam tanto com a presença de outros cães na zona, nem machos nem fêmeas. Muitas vezes têm interacções mais pacíficas com os mesmos, e menos intensas e preocupantes, e como elimina essa grande fonte de distracção, consequentemente será mais fácil o focus. No entanto, é muito importante focar que obediência é conseguida através de treino positivo, constante e eficaz.

O meu cão vai deixar de tentar fugir

Muitas vezes, em ocasiões de cio, pode ser muito difícil manter o seu cão perto de si quando ele está solto ou mesmo evitar que fuja a correr pelo portão enquanto a família tenta entrar em casa. A esterilização reduz ou elimina o comportamento de vaguear, associado com a procura de fêmeas em cio, evitando os riscos associados a estas fugas.

Dito isto, é importante lembrar que todos os cães requerem um treino eficaz e positivo do chamamento. Como a obediência atrás focada, o seu companheiro vai ter mais facilidade a responder ao treino do chamamento se não estiver preocupado em ir atrás dos outros cães, ou cadelas.

Quando devo esterilizar?

É importante lembrar que cada caso é um caso. A nível comportamental podemos definir duas alturas ideais para dois grupos gerais:
  • Por volta dos 6 meses (dependendo um pouco da raça) para cães não medrosos ou fóbicos. É ainda a altura certa para reduzir a marcação e outros comportamentos que, surgindo nesta altura, são logo reduzidos não tendo oportunidade de se tornar comportamentos aprendidos (pela repetição do comportamento e reforço consequente)

  • Esterilização mais tardia, conversando com o treinador e veterinário, para cães ou cadelas medrosos/as ou fóbicos já que a testosterona dará uma ajuda no processo de modificação comportamental

Esterilizar

Em suma, existem diversas vantagens a nível comportamental para a esterilização de cães e cadelas sendo que cada caso deve ser analisado individualmente.

Não devemos simplesmente partir do princípio que a esterilização é a cura para todos os problemas comportamentais que os cães possam apresentar, mas sem dúvida que do ponto de vista comportamental esterilização é sempre vantajoso em variados aspectos, quer dos cães quer das cadelas.

A esterilização é ainda uma importante ajuda para manter uma interação positiva entre cães na mesma casa, evitando muitos conflitos que poderão deteriorar esta relação.

A nível médico existem ainda muitas vantagens que devem ser discutidas com o médico veterinário assistente.

Esterilizar um acto consciente e informado

Queremos frisar que esterilização é um acto de um dono responsável, pois o número excessivo de animais que não têm lar, excede em milhões os lares disponíveis para os mesmos.

Lembre-se que acidentes acontecem, e por mais responsáveis que sejam as pessoas com os seus cães, vantagens na esterilização suplanta grandemente os perigos ou desvantagens das mesmas, e evitamos mais cães num mundo que lhes é tão cruel.

Não julgamos ninguém que decida comprar cães, que se o quiserem fazer que procurem cuidadosamente onde os vão adquirir, no entanto, saiba que milhares de cães, esperam ansiosamente alguém que os ame, cães que irão amá-lo incondicionalmente.

A IAAD apoia e incentiva a adopção de cães

ADOPTE NÃO COMPRE 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Posição da IAAD em relação à formação de treinadores

A IAAD adopta a seguinte posição quanto à formação de treinadores de cães.Para nós, treinadores profissionais, são aqueles que procuram formação teórica e prática para desenvolver a actividade.


Qualquer treinador deve começar por adquirir formação teórica que engloba a forma como o cão aprende, como funciona a ciência da aprendizagem, como podemos modificar comportamentos, etc. e culminar essa formação com estágios práticos onde coloque em prática o que aprende.


O curso da IAAD foca-se em 7 módulos, todos eles trabalhados individualmente para dar ao aluno a melhor formação teórica possível, sempre admitindo que o mesmo deverá complementar a formação com outros cursos, seminários, livros, dvds, etc... e que após o curso o aluno deverá continuar a perseguir o caminho da aprendizagem para se manter informado, e actualizado.O curso da IAAD requer actualmente 1 mês de estágio práticoque irá ser aumentado para 2 meses. Apesar de durante o curso teórico, os alunos fazerem testes práticos, serem incentivados a desenvolver a vertente prático e serem inclusivé avaliados na sua vertente prática através de videos, julgamos que 60 dias de prática supervisionada é essencial para que saiam com um mínimo de preparação para poderem trabalhar.

Como levamos a profissão muito a sério e trabalhamos arduamente para que a profissão um dia seja legalizada, levamos estes conceitos muito a sério.

Pessoas com formação teórica mas com sem estágios práticos, estarão na mira de críticas abertas, tanto quanto as pessoas que tentam treinar cães, sem nunca aprenderem como este aprendem ou a teoria por trás de comportamento dos cães e da ciência da aprendizagem.

Infelizmente todos os dias aparecem pessoas que se anunciam como treinadores, alguns têm formações teóricas, outros práticas e outros nem uma nem outra, muitos clientes são enganados, e vidas dos cães são perdidas nas mãos de pessoas que têm formação inadequadas.

A IAAD apoia e valoriza todos os verdadeiros profissionais, aqueles que valorizam ambas as vertentes de se tornarem treinadores. A aprendizagem teórica e a necessidade de praticarem e terem o seu trabalho sujeito a crítica e aperfeiçoamento.

Não podemos, ainda, exigir que as pessoas façam isto, no entanto, podemos sim, expressar livremente a nossa preocupação perante esta situação e dizer que achamos que situações destas não são no melhor interesse dos clientes, nem dos cães e que denigrem a profissão e profissionais que almejam colmatar a vertente teórica e prática.Sendo assim o curso da IAAD aumenta o estágio para 2 meses, e pede a todos os que estão a adquirir formação, connosco ou noutros locais (existem outros cursos bons em Portugal e fora do mesmo) que adquiram uma vertente prática e que gatinhem primeiro, para depois caminharem, correrem e finalmente voarem.Ajudem-nos a tornar esta profissão melhor a ser levada mais a sério e a proteger os clientes e os seus cães.
Obrigada, a equipa da IAAD

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CÃES DE PORTE GRANDE PRECISAM DE UMA MÃO FIRME

Uma das "memes" que circula o mundo dos cães prende-se com o facto de que quanto maior for o cão mais "severa" e "firme" terá que ser a sua educação e treino. O tamanho e como tal a força e capacidade física que vem com o tamanho de um cão, faz com que muitos donos sintam que tenham que ter controlo completo dos cães.

Este pensamento não deixa de ser um que denota responsabilidade e que na verdade deve ser bem visto por todos.

O problema ocorre, porque infelizmente controlo muitas vezes está directamente relacionado com "imposição", "punições" e acima de tudo "forçar o cão a fazer o que queremos".

Ter controlo do comportamento do nosso cão, é alcançado de uma forma muito mais eficaz, principalmente com cães de grande porte e força, quando é alcançado se o vão o oferecer voluntariamente, isto é, é muito mais simples fazer com que o cão queria trabalhar connosco, do que força-lo a trabalhar para nós. O treino é algo que se faz com o cão e não ao cão, e esta frase torna-se ainda mais verdade no caso de cães de porte grande.

A Universidade de Pensilvânia lançou um estudo em 2009

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/02/090217141540.htm   

que provava que o uso de métodos agressivos para treinar cães, eram a principal causa do aumento da agressão dos cães.

Uma vez que os cães de porte grande têm mais tendência a serem vítimas deste tipo de treino aversivo e punitivo, este estudo vem realçar o perigo que é termos cães de porte grande com força e potencial a reagirem de forma agressiva durante e fora do treino.

O que falha muitas vezes aos donos e treinadores que ainda usam estes métodos já ultrapassados, é entenderem as consequências que os mesmos acarretam. Treinar cães com punições pode levar a que os cães criem associações negativas, mesmo fora das escolas de treino, ou longe dos treinadores. Podem começar a reagir agressivamente quando os tutores, os "chamam a atenção" ou "ralham com eles" e embora muitos treinadores culpem os próprios tutores dizendo que o cão os domina, a realidade é que os cães simplesmente deixaram de confiar nas  intenções das pessoas quando os manuseiam e reagem de forma agressiva quando manuseados, ou quando as pessoas se zangam.

O que os cães rapidamente aprendem é que quando os tutores, ou pessoas, elevam a voz, fazem gestos ameaçadores ou começam a ficar nervoso, usualmente isso resulta em punições para eles, então eles aprendem a defender-se. Os cães aprendem através destes métodos a terem receio das reacções das pessoas aos seus comportamentos e começam a defender-se dos mesmos.

Se o cão é punido sempre que coloca as patas em cima do balcão da cozinha porque lhe cheira a comida apetitosa, ele começa a temer as acções exageras das pessoas. Afinal de contas, comer é um instinto primário do cão e ele não vem ensinado para saber que existem certas comidas que não são "dele" ou que ele "não pode comer" e pelos vistos nem sequer pode espreitar ou ver, mesmo quando são deixadas à disposição do mesmo nas beiras das mesas ou ao seu alcance no lixo ou no balcão da cozinha.

Estas regras humanas são completamente estranhas aos cães e pior do que isso, usualmente vão contra comportamentos completamente naturais e normais dos mesmos, como procurar comida, no caso acima mencionado.

Este fosso comunicacional que existe entre os cães e pessoas e o facto de que muitos treinadores ainda advogam que cães de porte grande ou com muita força, têm obrigatoriamente que ser mandados à força, gera um sem fim de problemas graves na nossa sociedade e no nosso relacionamento com estes cães.
Cães de porte grande devem ser treinados, com métodos positivos, muita calma e paciência desde as 8 semanas (com trabalho muito bem feito no criador, caso venha de um) através duma sociabilização muito activa e eficaz, até à idade adulta através do ensino de comportamentos adequados à nossa sociedade.

Passear cães de porte grande

O uso de trelas e coleiras adequadas é imperativo para cães deste género, porque um cão de porte grande, solto e sem controlo por parte do dono, pode ditar desastre para todos os envolvidos.
Um cão de porte grande que salte para cima duma criança pode magoá-la, mesmo que a sua intenção seja apenas brincar, logo é imperativo que tutores destes cães, treinem através de treino positivo, uma chamada imbatível e muito eficaz em ambientes externos, para usarem quando levarem os seus cães a passearem em locais adequados, sem trela ou de trela comprida, tais como uma caminhada na serra.

Em cidades e parques, cães de porte grande devem usar trelas o tempo todo. A trela de comprimento normal deve ser usada para passear o cão. A trela deve estar atracada a um peitoral de clipar na frente (sens-ible harness), para facilitar o passeio e permitir um maior controlo do cão. Se queremos que o cão tenha um pouco mais de liberdade poderemos usar uma trela de 10 metros, por exemplo, sendo que manteremos sempre o controlo do cão, não permitindo que vá ter com pessoas e outros cães que se encontrem no local.

Os passeios devem ser adequados às raças e temperamentos dos cães, não obstante para se ensinar um cão de porte grande a andar na trela sem puxar, precisamos apenas de sermos consistentes e perceber que o cão só pode obter o que quer quando nos oferecer o comportamento correcto.
Sendo assim, o uso de um peitoral que clipar à frente e bastante reforço positivo, pode levar até que um cão de raça gigante como o Dogue Alemão, caminhe calmamente sem puxar nem levar ninguém atrás ... ou à frente!




TREINAR O CÃO A ANDAR SEM PUXAR

O melhor segredo é, comece o treino o mais cedo possível porque quanto mais tempo o seu cão puxar, mais difícil se vai tornar controlar esse comportamento. Ele auto reforça-se por cada passo que você dê para a frente com ele a puxar. Sendo assim, se começar quando ele ainda for relativamente pequeno, terá mais probabilidades e será bem mais fácil o ensino. Se o seu cão já é adolescente, então compre o peitoral atrás mencionado, muna-se da ração do seu cão e vá para o pátio, o jardim ou mesmo o corredor de sua casa.

O segredo é treinar com frequência e gradualmente.

Comece por dar dois passos e se ele não puxar para a frente, recompense com um grão de ração. Gradualmente vá aumentando o critério, um grão por 3 passos, 7 passos e assim sucessivamente. O treino em casa, num ambiente livre de distracções, vai permitir tornar o treino muito simples, porque o seu cão não vai puxar, e como tal, vai-lhe permitir reforçar várias vezes o comportamento que pretende dele - ou seja ao treinar em ambiente onde o cão não puxa, você pode reforçar o comportamento adequado, tornando-o mais frequente.

A seguir o que deve fazer é começar a praticar na rua em frente a casa numa altura do dia com pouco movimento.

O erro comum dos donos é que passam de casa, imediatamente para grandes passeios de em direcção ao parque favorito do seu patudo, e volta tudo ao zero porque ele vai puxar desalmadamente e mais uma vez ser reforçado por cada passo que der  a puxar.

Comece a aumentar a dificuldade do ambiente gradualmente, e à medida que o ambiente se torna mais desafiante, aumente, também, o valor da recompensa, passando de ração, para ração misturada com alguns pedaços de salsicha, depois com pedaços de fiambre, frango etc.. para dar ao cão quando ele estiver no parque, na presença de outros cães, ou nos passeios mais longos e desafiantes.

O segredo de treinar bem e de forma permanente, está em tornar o treino gradual e não pular etapas.

No entretanto, tente colmatar as necessidades de exercício físico do seu cão, brincando em casa com ele, 
com bolas ou metendo-o no carro, e abrindo a porta imediatamente no local pretendido.
Até que ele aprenda a andar bem consigo de trela (o que é relativamente rápido) deve evitar dar passeios de trela com ele a puxar. Lembre-se cada passo que ele der a puxar e conseguir andar para a frente, ele é recompensado, o que quer dizer que vai puxar cada vez mais, por isso, até que consiga um andar melhor com ele na trela, não se aventure muito longe.

Outro truque, e que acaba por ser bom senso, é que muitos tutores, apercebem-se que os seus cães puxam muito quando saem de casa e começam o passeio, mas que na volta a casa, até caminham razoavelmente bem. Como tal lembre-se de cansar o seu cão com um bom jogo de bola, tug ou usando o flirt pole, antes de sair de casa para o passear, porque quanto mais cansado ele estiver menos ele irá puxar.

Se seguir estas regras, relativamente simples, o resultado é sempre muito bom e não há nada como um cão grande a passear calmamente de trela.


O uso de coleiras enforcadoras, coleiras de bicos ou de choques, é muito aconselhado como "solução rápida" ou infelizmente "a única solução" para cães deste "género" ou "deste porte". Tal conselho é insensato e completamente falso. Lembre-se que o uso de punições causa imensos problemas no seu cão, e que não é estrangulando ou causando desconforto no seu cão, que o passeio dele será melhor. O passeio do cão deve ser algo agradável para si e principalmente para o seu cão. Quando o passeio se torna um momento de stress e punições para ele, está na hora de mudar de estratégia.