Qual é a forma "adequada" de punir um cão?

Qual é a forma "adequada" de punir  um cão?

escrito por Kelly Shutt Cottrell e traduzido por IAAD www.isallaboutdogs.org e
retirado do website http://www.yourpitbullandyou.com/what-is-the-proper-way-to-hurt-a-dog/#prettyPhoto

Eu costumava passar uma grande quantidade de tempo a debater a escolha de métodos de treino de cães, nas redes sociais. Eu era muito apaixonada.

Eu via as coleiras punitivas e as técnicas de treino como abusivas e anti- éticas. E nunca perdia uma oportunidade de “falar” pelos cães que eram sujeitos a estas práticas “confrontacionais”. Muitas vezes os meus discursos eram repletos de indignação, usando muitos termos técnicos e explicações cientificas.

Sobre o assunto de coleiras aversivas, existem vários slogans que são usados repetidamente pelos defensores de tais instrumentos que realmente me deixavam o sangue a ferver:

     “Quando usadas, correctamente, estas ferramentas não são abusivas.”
     “Deviamos perder mais tempo a ensinar as pessoas a usar estes instrumentos correctamente.”
     “Tudo depende do que funciona melhor para cada cão individualmente”
     "Não existem instrumentos intrinsecamente " maus "ou" bons " depende tudo da intenção de quem os usa. "

Frases chamativas, não são? Certamente.
Mas existe um problema:  elas ofuscam um facto muito importante:

Enforcadoras, coleiras de picos e de choques foram especificamente desenvolvidas para incutir dor e desconforto ao animal. Este é o princípio sobre o qual elas trabalham – na adição de desconforto o objectivo é o de de pararem com comportamento indesejado. Esta não é a minha opinião. Isto é simplesmente um facto. Não existe espaço para discordar ou debates. É a realidade. É a verdade.

Ainda assim, algumas pessoas querem debater isto. Ciência aparte, olhe para o objecto em si. Parece-lhe algo agradável ou inócuo?
Porque é que não conseguimos ser honestos connosco próprios? Isto magoa, ponto final.

Vamos parar de disfarçar o assunto com eufemismos como “ pressão gentil” e “auto-correcção”, ok? Se as vai usar, tudo bem. Enquanto eles forem legais, a escolha é sua, mas seja sincero. Explique como elas funcionam no mundo físico real. Divulgue os riscos que lhes estão associados.
O outro problema é uma questão de ética. Obviamente, que isso não está em debate. A minha ética é minha, e a sua é a sua. Mas para aqueles que continuam a defender tais instrumentos, eu tenho uma questão: Qual é a maneira “adequada” de infligir dor ao seu companheiro?

Faze-lo mais acima no pescoço? Só de vez em quando?  Dar um biscoito ao seu amigo entre esticões que impedem a sua respiração normal? Apenas magoar o seu amigo quando você está num ambiente com muitas “distrações” (mais conhecidos como motivadores de competição)?
Eu não consigo pensar num único cenário, fora do contexto de treino, no qual um ser humano decente iria conscientemente infligir dor no seu cão.

Então porque arranja-mos desculpas quando é “em nome do treino”? Abuso é abuso, certo?

Nos dias de hoje eu não perco tempo a debater estes tópicos.  Agora, coloco 90% da minha energia a tentar ser o melhor treinador que posso ser. Eu ensino 7 classes por semana e trabalho com muitos clientes privados. Eu mudei o meu focus para treinar cão após cão e a demonstrar o poder dos métodos baseados em recompensa através da minha competência

Mas ainda existem 10% de mim que pode ser aquele que discorda.Porque historicamente,têm sido os indivíduos apaixonados, que não medem as suas palavras quando estão a falar contra injustiças que criam as alterações sociais. E ainda há trabalho a ser feito.

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