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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

Marcas de Não Recompensa

Marcas de Não Recompensa – escrito por Susan Garrett e traduzido retirado do seu blog

Acho que já era tempo de falar acerca do uso, abuso, mau uso e incompreensão do que são as MNR (Marcas de Não Recompensa) no treino de cães.

Uma MNR é usualmente uma palavra ou frase que quando dita ao seu cão, indica-lhe que ele não vai obter nenhuma recompensa para aquela resposta em particular. O sinal MNR deve ser dado sem emoção ou culpa. O cão não é “mau” ele apenas ainda não aprendeu e precisa de voltar a tentar.

A primeira vez que ouvi falar de MNR foi pela boca de Gary Wilkes e da Karen Pryor em 1990. Frases tais como “errado!”, “oops”. “oh não!” são as mais populares hoje em dia. O mais engraçado é que acabamos por usar muitas MNR no dia-a-dia com os nossos cães e são os próprios cães que no-las ensinam.

Isso funciona porque somos criaturas de hábito. Quando começamos a ficar frustrados,
preocupados ou mesmo zangados o mais provável é recairmos na nosa costumeira postura corporal e “fraseologia”…
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Existem muitos riscos e perigos que incorrem quando ponderamos o uso de aversivos (dor, medo, intimidação, punições físicas ou outras) para treinar e/ou educar cães. Talvez o perigo maior resida na falta de conhecimento ou negação dessa falha por parte das pessoas. Eu sou muito mais tolerante com a falta de conhecimento do que com a negação desse conhecimento. Sei tudo! Uma pessoa ao ouvir que eu treinava cães, começou imediatamente a contar-me uma história acerca do seu Beagle.
Começou por explicar-me que “durante a sua vida toda teve cães, reeiterando que tinha tido rottweilers, dobermanns que caminhavam na rua sem trela e não saiam do seu lado”. Usualmente as pessoas parecem pensar que se tiveram determinadas raças estão automaticamente habilitadas a ter qualquer outra e que o facto de sempre ter tido cães lhes confere uma autoridade ou conhecimento automático acerca de tudo relacionado com cães.
Ela continuou o relato dizendo que agora tinha um Beagle que “era o cão mais
desobediente q…

Interacções entre cães, devo intervir ou não? - Parte II

Porquê intervir?

Quando um cachorro não consegue ver-se livre do outro – Se você vê que o seu cachorro está com dificuldade em afastar-se daquele cachorro persistente e alegre que o persegue para brincar está na hora de intervir. Se o seu cachorro foge para baixo da mesa, se refugia por trás das suas pernas, foge para baixo das cadeiras e não consegue ver-se livre do alegre pateta que o persegue, está na hora de intervir. A importância de intervir nesse momento vai reflectir grandemente no comportamento futuro de ambos os cachorros. Ao impedir que o seu cachorro seja perseguido evita que ele tenha que escalar o comportamento de forma a alcançar o seu objectivo. Vamos ver isto como uma sequência de comportamentos:

Comportamento Cachorro 1 Comportamento Cachorro 2
Cachorro
foge para baixo da mesa …

Interacções entre cães, devo intervir ou não? - Parte I

Este é o 1º de dois artigos que se debruçam sobre se devemos intervir, como e quando nas interacções entre os cães.

ESTÃO SÓ A BRINCAR…

Uma das minhas actividades favoritas inclui observar cães. Se estiver na presença de cães, posso passar muito tempo simplesmente a observa-los, ver a sua linguagem, a forma como interagem, a dinâmica e fluência dos seus relacionamentos, como a personalidade de cada um se demonstra nas variadas interacções. Nunca é demais observar os cães e a forma como interagem, aprende-se sempre muito através dessa observação passiva, mas a questão surge, deveremos intervir quando dois cães interagem um com o outro? E se sim quando? E porquê?

A resposta é sim.

Existe lugar para uma intervenção activa e essas intervenções podem ser cruciais a muitos níveis, ao intervirmos na altura correcta e da forma adequada, podemos evitar problemas imediatos, o desenvolvimento de problemas futuros e ao mesmo tempo promover e ensinar interacções saudáveis.

Interacções Inadequadas

Exist…