sexta-feira, 17 de julho de 2009

Atreva-se a ver...atreva-se


Earthlings é um filme que retrata as variadas formas como os humanos tratam os animais que coabitam a Terra connosco. Existem muitas coisas fabulosas que nós humanos fazemos com os animais. No entanto, este filme, mostra a triste, chocante e perturbadora realidade vivida pela maioria. As imagens são espectacularmente perturbadoras, os textos aguçados e depois disto, noites sem sono e um contemplar de quem realmente somos. Não posso mudar o mundo, mas posso começar por mudar-me a mim e aos que me rodeiam para que um dia existam apenas os filmes que retratam as maravilhas que fazemos com os animais, como sendo a maioria e não a minoria.


Atrevam-se a ver se puderem...não permaneçam no escuro do que nos rodeia, atreva-se a mudar.

Aqui fica as introduções ao vídeo, o link está abaixo

OS 3 ESTÁGIOS ATÉ CHEGAR À VERDADE

- RIDICULARIZAÇÃO
- OPOSIÇÃO VIOLENTA
- ACEITAÇÃO

“Concordamos que os animais não tenham todos os desejos que os humanos têm. Concordamos que não compreendam tudo aquilo que nós humanos compreendemos. No entanto, eles e nós temos desejos idênticos e compreendemos coisas que eles também compreendem. Os desejos por comida e água, abrigo e companhia, liberdade de movimentos e de não sentir dor. Estes desejos são partilhados por animais humanos e não-humanos.
Como os humanos, muitos animais não humanos entendem o mundo no qual vivem, senão não poderiam sobreviver. Portanto, apesar de todas as diferenças existe igualdade. Comos nós, estes animais encorporam o maravilhoso mistério da consciência. Como nós eles não estão apenas no mundo, eles estão cientes do mesmo. Como nós eles são o centro psicológico de uma vida que é somente sua. Nestes princípios fundamentais, os humanos estão lado a lado com os porcos, as vacas, galinhas e perus. Qual é a nossa obrigação com estes animais, como devemos tratá-los moralmente, são perguntas cujas respostas começam com o reconhecimento da nossa semelhança psicológica com eles.
O vencedor do prémio Nobel Isaac Bashevis Singer escreveu no seu livro de maior sucesso, Enemies – uma história de amor, o seguinte:

“ Por mais que Herman testemunhasse o abate de animais e peixes, ele tinha sempre o mesmo pensamento: no seu comportamento em relação aos animais todos os homens são nazis. A presunção de que o homem pode fazer com outras espécies o que quiser delas exemplificam as teorias racistas mais extremistas a lei do mais forte.”

No seu livro “The outermost House” o autor Henry Beston escreveu:

“Nós precisamos de um conceito mais novo, sábio e talvez mais místico dos animais. Longe da natureza e vivendo através de artifícios complicados, o homem e a sua civilização observa as criaturas através do vidro do seu conhecimento e vê portanto, apenas detalhes e a imagem global distorcida. Nós somos paternalistas porque eles são incompletos, pelo seu trágico destino de terem tomado forma tão abaixo de nós. E nisto nós erramos gravemente. Pois os animais não deveriam ser julgados pelos homens. Num mundo mais velho e mais completo do que o nosso, eles movimentam-se completos, dotados com sentidos que nós perdemos ou nunca chegamos a obter, vivendo guiados por “vozes” que nunca ouviremos. Eles não são irmãos, eles não estão abaixo de nós, eles são outras nações, presos connosco na rede desta vida e deste tempo, companheiros prisioneiros do esplendor e trabalho do planeta Terra”.

Veja aqui o trailer e faça o download do vídeo ou encomende o DVD

sábado, 4 de julho de 2009

OS VERDADEIROS DOG WHISPERERS


OS VERDADEIROS DOG WHISPERERS – texto escrito por Denise Luckacs treinadora especialista em comportamento canino EUA, traduzido por Cláudia Estanislau

Os treinadores que são os verdadeiros símbolos do uso de técnicas de reforço positivo usam SEMPRE os métodos e técnicas mais gentis para ensinar os cães. Nós somos mais do que apenas alguém que “teve cães a vida toda” e simplesmente “apanharam” algumas técnicas pelo caminho. Treinadores e comportamentalistas positivos têm centenas de horas de estudos profissionais em psicologia e comportamento animal. Nós estudamos como os humanos processam os seus pensamentos, como os cães processam os seus pensamentos e porquê é que são diferentes. Nós sabemos que o melhor ambiente para aprendizagem é aquele que não envolve medo porque o cérebro absorve informação mais rapidamente e com mais precisão quando não existe medo no processo de aprendizagem. Nós sabemos que existe uma diferença entre liderança e tentar ser o “alpha” – porque compreendemos que não somos cães, mas somos uma espécie completamente diferente, e que não podemos efectuar os mesmos comportamentos que um cão efectua eficazmente….e que, na melhor das hipóteses, apenas podemos superficialmente imitar as suas acções - mas nunca poderemos construir comunicações caninas verdadeiramente idênticas. Não podemos porque somos espécies diferentes com especificidades biológicas diferentes e como tal as nossas tentativas são no melhor artificiais. Não sabemos ladrar, não sabemos rosnar, não nos pegamos uns aos outros pelos cachaços, nem nos atiramos uns aos outros ao chão para comunicarmos poder – a menos que queiramos provocar uma luta.

Sabemos que ferramentas usadas para intimidar resultam num estado chamado “learned helplessness” e que este estado emocional não é o mesmo que uma verdadeira modificação comportamental efectuada com conhecimento adequado. Percebemos o conceito de escolha e como ajudar um animal a escolher com inteligência o caminho que queremos sem medo de ter um castigo atirado na sua direcção. Não usamos estranguladoras, coleiras de choque, coleiras de bicos, garrafas que esguicham água, sacos com moedas, jornais, joelhadas, beliscões, enforcamentos, esticões, bater, gritar, atirar, torcer, ladrar, rosnar, sons estranhos como “tsss”, abanar cachaços ou alpha rollovers.

Nós sabemos que é importante não usar estes técnicas porque sabemos que elas têm o potencial de fisicamente magoar o cão assim como influenciar o nosso sucesso. Sabemos que misturar o castigo ou a intimidação com recompensas, resulta num cão confuso, que recai no estado de “helplessness”, e não num cão que aprendeu qual o comportamento que queremos e que o escolhe voluntariamente. Se um treinador vos disser que usa métodos positivos e depois usar uma das técnicas ou ferramentas descritas acima, não é definitivamente um treinador que usa métodos positivos.

Os treinadores verdadeiramente positivos, têm sido chamados de “treinadores com salsichas”, “treinadores com comida”, “treinadores que põem salsichas nos narizes dos cães” e “treinadores softs” – não para serem levados a sério. No entanto, somos os treinadores que sabem como ensinar um golfinho a detectar uma bomba…ou uma baleia assassina a saltar por um anel de fogo…ou um rato a encontrar uma mina terrestre…ou um poodle a detectar cancro….ou um Golden Retriever que detecta epilepsia…ou um labrador que ligas as luzes quando você não consegue lá chegar…ou um papillon a telefonar para o 112 quando você precisar de assistência…ou um Collie a calmamente ouvir enquanto uma criança com dislexia lê para o cão…ou um Maine Coon a fazer um percurso de agility…ou a ensinar uma abelha a detectar explosivos.

Por favor considere isto: um golfinho ou baleia assassina não irão tolerar uma estranguladora nem irão aceitar a força, medo ou intimidação como técnicas de treino, sem uma reposta agressiva para com o treinador. Se nós conseguimos treinar estes animais com reforço positivo sem estranguladoras, correcções ou coleiras de choque – porque pensamos que estas são necessárias ou apropriadas para usarmos nos cães?
Não são necessárias, porque existem alternativas superiores, mais avançadas que respeitam o bem-estar do animal. Não existe hoje em dia nenhum motivo que justifique o uso de uma ferramenta ou técnica que incite o medo, força ou intimidação no animal. Trabalhe com um treinador que estudou comportamento animal e eles podem-lhe ensinar como você pode treinar o seu cão com a sua inteligência e não com a sua força.

Os verdadeiros treinadores que usam reforço positivo, são os treinadores que usam métodos que são muito idênticos aqueles usados com crianças, usando motivação e recompensas que podem incluir incentivo, brinquedos, brincadeira ou mesmo comida. Nós somos os treinadores que usam marcadores verbais e clickers. Os verdadeiros treinadores que usam reforço positivo, ensinam usando os instintos naturais dos cães e não têm necessidade de constantemente ter um cão numa estranguladora ou administrar choques eléctricos ao mesmo, até que este faça o que queremos. Somos os treinadores que melhor entendem o temperamento do seu cão e que o ensinam sem gerar medo, medo de si, numa tentativa de lhe dar poder. Mas antes, o ensinam a estabelecer uma equipa com o seu cão, para criar nele um desejo natural de fazer tudo o que você quer. Somos os treinadores que conseguem ensinar o seu cão desde os comportamentos mais básicos ao mais complexos, desportos e trabalho policial e de guarda.

Nós somos os verdadeiros “dog whisperers” – encantadores de cães.

terça-feira, 30 de junho de 2009

SEMINÁRIO DE TREINO POSITIVO E TÉCNICAS DE CLICKER


TREINO E AVALIAÇÃO DE
COMPORTAMENTO CANINO
Cláudia Estanislau – Treinadora Especialista
em Comportamento
Canino (Diploma DTBC
pela CASI Institute Canada)


SEMINÁRIO DE TREINO POSITIVO E TÉCNICAS DE CLICKER

25 e 26 Julho 2009 10:30 - 13:00 e 15:00 - 18:00
Vila de Cucujães, Sede do Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 24


A Escola It’s All About Dogs e a APDASC (www.apdasc.com) organizam pela primeira vez um seminário de técnicas de treino caninas.

Este seminário tem como principal intuito o ensino das técnicas de clicker e métodos de treino positivos. É um seminário que pode ser participado por qualquer pessoa, desde donos de cães, a treinadores, veterinários e profissionais do mundo da canicultura.

Os temas incluem:

Técnicas de treino positivas
Técnicas de treino tradicionais
Consequências do uso de técnicas de treino tradicionais
Esclarecimento de termos como “flooding” e“learned Helplessness”
Exemplos práticos de técnicas de treino positivas
Clicker o que é? Qual a sua funcionalidade
Condicionamento Clássico e Operante
Como ensinar com o clicker
Capturar, Moldar, Induzir comportamentos no treino
Reforço Intermitente
Ensino do senta, deita, fica, chamamento, caminhar ao lado, não puxar na trela, recusa de comida e alguns truques

Este seminário tem a duração de 2 dias. Inclui apresentação em Powerpoint, visionamento de filmes explicativos e discussão dos diversos temas a abordar. O segundo dia terá exemplificação prática dos métodos discutidos no primeiro dia, com participação activa dos participantes e seus cães.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Nome:_____________________________________________________________

Ano de Nascimento: ______
Morada:___________________________________________________________
_________________________________________________________________

Telemóvel ou telefone: _____________________________________________________

E-mail: ________________________________________________________________

Profissão/ocupação: ________________________________________________________________

Principal motivo porque se inscreve neste Seminário: _______________________________________________________________

No 2.º dia do Seminário deve trazer o seu cão cujo nome é ______________________, da raça (ou sem raça) ______________________________________________________, nascido a ______________________________________.

TAXA DE INSCRIÇÃO

• Taxa de inscrição – € 30 (trinta euros)

• A taxa de inscrição pode ser paga através de:
o Transferência ou depósito bancário na Conta Santander da APDASC com o NIB: 001800031471752402023;
o Cheque à ordem de APDASC.


ATENÇÃO: As inscrições são limitadas a 15 participantes.

A INSCRIÇÃO SÓ É VÁLIDA APÓS PAGAMENTO e o pagamento (cheque) ou comprovativo de pagamento (cópia do talão de transferência ou depósito), devem ser remetidos para geral@apdasc.com, ou APDASC, Rua S. Martinho, Casas do Mosteiro, Lote 15, 3720-869 Vila de Cucujães, até 17 de Julho de 2009.

Está incluído na inscrição: Apresentação em PowerPoint, visionamento de filmes explicativos e discussão dos diversos temas a abordar, bem como a exemplificação prática dos métodos discutidos no primeiro dia, com participação activa dos participantes e seus cães. Todos os participantes receberão um certificado passado pela Escola em nome individual.

Mais informações: Através do e-mail geral@apdasc.com ou do contacto Carlos Costa 91.3229942

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sem rótulos por Alexandra Santos



Tentamos explicar muitos dos comportamentos dos nossos cães recorrendo a rótulos – roeu o sofá porque é vingativo. . . escondeu-se quando cheguei a casa porque sabe que fez asneira. . . rosnou-me quando me aproximei da comida porque é dominante. . .

Não sabendo analisar correctamente o que motiva os nossos cães a fazerem o que fazem, é normal encontrarmos algum conforto nos rótulos, pois sabemos o que significam e as nossas perguntas não ficam sem resposta. Sabemos o significado de ‘vingativo’, de ‘fazer asneira’, de ‘dominância’ (pensamos nós). Mas será que os rótulos têm alguma utilidade na modificação de comportamentos problemáticos? Se dissermos que o nosso cão rosna quando nos aproximamos da comida porque é dominante, qual é a solução do problema? Torná-lo menos dominante? E ao tornarmos um cão menos dominante não estaremos nós a ‘mexer’ numa série de comportamentos que não são problemáticos, deixando o comportamento problemático por resolver? Por mais confortantes que os rótulos sejam, não têm utilidade na modificação de comportamentos problemáticos.

Para além de pouco úteis, utilizamos alguns rótulos sem sabermos a sua definição. A dominância é um exemplo gritante. Se eu perguntar a 10 pessoas qual a definição de dominância, provavelmente obterei 10 respostas diferentes. Isto não me espanta, pois ainda não existe uma definição universal de dominância. Eis dois exemplos: dominância é agressividade (Wilson 1975); dominância é ausência de agressividade (Drews, 1993; Siiter, 1999). Pegando nestas definições contraditórias de dominância, posso dizer que o cão que rosna quando se aproximam da comida é dominante, mas só se a definição de dominância que tenho em mente for “dominância é agressividade”. Se a definição que tiver em mente for “dominância é ausência de agressividade”, não posso de maneira nenhuma afirmar que esse mesmo cão é dominante. Então, dependendo da definição de dominância com que estamos a trabalhar, podemos rotular o cão de ‘dominante’ ou ‘não dominante’ independentemente do comportamento problemático ser o mesmo.

Existe uma abordagem muito mais útil na modificação de comportamentos problemáticos, pois vai ao cerne do problema. Esta abordagem chama-se análise do comportamento.

Todos os comportamentos que o nosso cão emite têm um estímulo antecedente e uma consequência imediata.

Pessoa aproxima-se (antecedente) ---» cão rosna (comportamento) ---» pessoa afasta-se (consequência).

Um estímulo antecedente serve, simplesmente, para provocar um comportamento – aproximação à comida provoca o rosnar. . . tocar à campainha provoca o ladrar. . . e por aí fora. Mas o comportamento em si é sempre, mas sempre afectado pelo seu historial de consequências. Se a consequência de rosnar for o afastamento da pessoa, rosnar está a ser reforçado e será repetido de futuro, pois funciona na perfeição para o cão. Se a consequência de rosnar for a permanência da pessoa no sítio onde está, rosnar não está a ser reforçado, pois nada de diferente acontece quando o cão rosna. Na prática, a escolha de permanecermos imóveis quando o cão rosna pode ser imprudente, pois o cão pode investir. Para isso existem técnicas de modificação comportamental tais como o contra-condicionamento.

Na análise do comportamento o foco reside em manipular os estímulos antecedentes e as consequências, de forma a aceder ao comportamento problemático e modificá-lo. Esta manipulação só é possível após a identificação exacta do ‘pacote’ antecedente ---» comportamento ---» consequência. Como ‘vingativo’, ‘sabe que fez asneira’, ‘dominante’ e outros rótulos não têm lugar na identificação dos estímulos antecedentes, comportamento, e consequências imediatas, considero-os
inúteis, e potenciais indutores de erros de treino.

Alexandra Santos
Dip. ACP, Dip. ADT, Professional Member AABP
Copyright (c) 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Modificar comportamentos agressivos através do castigo por Emma Parsons

Photobucket

Porque é que o castigo não resulta?? Extracto do livro por Emma Parsons, Click to Calm the Agressive Dog um livro que retrata a modificação comportamental de cães agressivos através do método do clicker e reforço positivo.


Comportamentos agressivos são difíceis de modificar, em parte porque estes normalmente evocam uma resposta emocional na pessoa. Embora a agressão seja um comportamento canino perfeitamente natural, assusta e embaraça as pessoas. Por vezes parece até um insulto pessoal para os donos que têm orgulho e tomam excelente cuidado dos seus cães. Comportamentos agressivos são complicados para nós: nós sabemos que um cão que morde é inaceitável, mas este cão é o nosso cão e nós sentimo-nos compelidos a ajudá-lo. A nossa responsabilidade pela vida dos nossos animais nunca é tão forte quando nos confrontamos com comportamentos agressivos crónicos.

Não é portanto de admirar, que procuremos métodos que parecem garantir soluções rápidas. O castigo físico parece ser a resposta óbvia. Se um cão “ se atira” a outro cão, dá um esticão na enforcadora ou coleira de bicos ou dá-lhe um choque com a coleira eléctrica. Se a consequência fôr suficientemente severa e imediata, não deveria acabar com o comportamento da cabeça do cão? Em primeiro lugar, o castigo é mau porque é abusivo. Em segundo, pode ser eficaz uma vez que cessa o comportamento quando este está a acontecer, no entanto, com o tempo a frequência e intensidade do castigo terão que ser aumentados para manter a resposta original de supressão de comportamento.

O risco que o cão agora corre, provém agora do castigo propriamente dito, assim como do risco das desastrosas consequências que usualmente ocorrem, incluindo hipervigilância, medo irracional, irritabilidade extrema, comportamento impulsivo/explosivo,hiperactividade, agressão evocada com a mínima provocação, afastamento e isolamento social, falta de sensibilidade ao prazer e dor e depressão.


No caso do meu cão Ben, os efeitos colaterais do uso do castigo, foram mais difíceis de tratar do que o comportamento agressivo original que eu queria curar. Ele rapidamente tornou-se extremamente reactivo a todos os cães e não só alguns como antes. Ele tornou-se medroso de ambientes nos quais ele anteriormente estava confortável. Ele tornou-se medroso de caixotes do lixo, lençóis a voar e sinais de stop.


O castigo pode causar um grande dano no relacionamento entre você e o seu cão. Você quer que o seu cão se sinta confortável junto de si, não ameaçado. O medo impede que a aprendizagem ocorra tanto nos cães como nos humanos. Se a ameaça vem da fonte de aprendizagem (o dono) a diminuição da aprendizagem está comprometida.


O mais sério perigo aliado ao uso do castigo, é que muitas vezes é confortável para o “castigador”. O castigo é um reforço para quem o administra. Muitas vezes leva-nos a erradamente acreditar que “solucionamos” o problema. A próxima vez estaremos tentados a castigar mais e com mais força.


Não só é o castigo um risco, mas também falha redondamente em ensinar o cão comportamentos alternativos. O cão não aprende o que deve fazer da próxima vez que se encontrar na mesma situação. Ele apenas aprende a temer a situação ainda mais. Para adequadamente solucionar problemas agressivos, você precisa de perguntar a si mesmo “ O que quero que o meu cão faça, na vez de ser agressivo?”.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Porque com o treino positivo não existem limites

Foi no blog da incrível Susan Garrett (para quem não conhece, uma das "sumidades" do agility mundial) que encontrei os vídeos da Donna a treinar os seus cães.
Apesar de eu ser uma devota seguidora de todos os métodos e técnicas positivas que enaltecem a ligação entre dono e cão e permitem ensinar tudo a qualquer cão brincando todo o tempo, até eu ainda hoje me maravilho com o que este tipo de técnicas permitem fazer.
Eu nunca pensei colocar a questão, aos treinadores que acreditam que apenas com uso de coleiras, puxões e choques eléctricos se ensinam os nossos companheiros caninos, como fariam se simplesmente não pudessem fisicamente castigar os vosso cães??
Observem os vídeos e inspirem-se, treinem os vossos cães brincando com eles. O treino deve ser uma brincadeira, um momento de prazer, e quem vê a dona com os seus cães sejam eles border collies ou Dobermanns, vê uma "dança" de cumplicidade e respeito que nenhuma coleira de bicos ou estranguladora poderá alguma vez dar.
Obrigada Donna